Paraná Extra

72% dos brasileiros mudaram seus hA?bitos financeiros por causa da crise

Baixa atividade econA?mica, dificuldade para encontrar emprego, renda per capta reduzidaai??i?? Nos A?ltimos anos os brasileiros foram obrigados a enfrentar um cenA?rio bastante adverso. A recessA?o tomou conta das conversas no dia a dia das pessoas, mas quais tA?m sido, de fato, as consequA?ncias para o consumidor? Uma pesquisa realizada pelo ServiAi??o de ProteAi??A?o ao CrAi??dito (SPC Brasil) e pela ConfederaAi??A?o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que sete em cada dez brasileiros (72%) mudaram seus hA?bitos em relaAi??A?o ao dinheiro por causa da crise econA?mica. Somente 19% garantem nA?o ter feito mudanAi??as.

O orAi??amento mais curto fez com que muitas famAi??lias modificassem a rotina de compras, alAi??m de repensar algumas de suas prioridades. Assim, 55% passaram a evitar compras de bens supAi??rfluos, aumentando para 68% entre os mais velhos e 69% entre os pertencentes Ai??s classes A e B. Outros 55% reduziram os gastos com lazer, enquanto 54% passaram a fazer pesquisas de preAi??o antes de adquirir um produto e 52% ficaram mais atentos Ai??s promoAi??Ai??es, buscando preAi??os menores.

De modo geral, estabelecer estratAi??gias a fim de diminuir as despesas em casa passou a ser comum para boa parte dos entrevistados: considerando os consumidores que afirmaram ter mudado seus hA?bitos financeiros, 51% buscaram economizar nos serviAi??os de luz, A?gua e telefone, pensando no valor da conta, 46% adotaram a substituiAi??A?o de produtos por marcas similares mais baratas, 44% passaram a controlar os gastos pessoais e/ou da famAi??lia e 43% passaram a evitar parcelamentos muito longos.

Por outro lado, observa-se que a atitude menos adotada a partir da crise econA?mica foi o hA?bito de poupar ao menos uma parte dos rendimentos, mencionada por apenas 26%. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, de fato, em momentos de aperto financeiro Ai?? mais difAi??cil para o consumidor constituir reserva financeira quando a prioridade Ai?? pagar as contas e manter demais compromissos em dia.

ai???Cada famAi??lia encontrou um jeito de lidar com a situaAi??A?o, sempre com o mesmo objetivo: fazer as despesas caberem no orAi??amento. Em momentos de sufoco financeiro Ai?? importante os consumidores ficarem mais atentos aos gastos com itens supAi??rfluos ou desnecessA?rios e controlarem os gastos pessoais, mas atitudes como estas sA?o recomendA?veis em qualquer contexto para uma prosperidade financeira. AlAi??m disso, ter uma reserva financeira te ajuda a passar por momentos de crise com seguranAi??a e tranquilidadeai???, destaca a economista.

Em 2018, 83% pretendem manter os hA?bitos financeiros que adquiriram durante a crise

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL indica que, em relaAi??A?o aos sentimentos vivenciados com a mudanAi??a de hA?bitos decorrente da crise, quatro em cada dez entrevistados sentiram alAi??vio e tranquilidade por nA?o estourar o orAi??amento (42%), enquanto 36% relatam alegria por conseguir manter pelo menos o essencial. Em contrapartida, 32% mencionam frustraAi??A?o por deixar de comprar certos produtos que gostam e 31% falam na limitaAi??A?o por querer e nA?o poder comprar. AlAi??m disso, um em cada cinco consumidores se sente constrangido por nA?o poder dar para famAi??lia o que eles desejam (21%).

De qualquer forma, as mudanAi??as proporcionadas por todo esse contexto parecem ter sido bem assimiladas pela grande maioria dos entrevistados: supondo que a situaAi??A?o do paAi??s melhore em 2018, 83% pretendem manter os hA?bitos que adquiriram durante a crise e somente 8% pretendem abandonA?-los.

Essa disposiAi??A?o para manter atitudes adotadas no perAi??odo de adversidades estA? relacionada a efeitos claramente positivos nas finanAi??as pessoais: 52% poderiam dar continuidade aos hA?bitos adotados por terem conseguido administrar melhor o orAi??amento, enquanto 51% dizem ter aprendido a economizar dinheiro, 50% passaram a controlar o impulso por compras e 47% aprenderam a fazer compras melhores.

Por outro lado, o desejo de recuperar o antigo padrA?o de consumo levaria parte dos entrevistados a abandonar as prA?ticas adquiridas no perAi??odo de adversidades. Dentre aqueles que mudaram seus hA?bitos em relaAi??A?o ao dinheiro durante a crise, mas voltariam ao antigo padrA?o de comportamento em caso de melhora do cenA?rio econA?mico, 44% fariam isso porque querem voltar ao tipo de vida que tinham antes, ao passo em que 26% nA?o se sentiriam mais inseguros em relaAi??A?o ao futuro e por isso nA?o precisariam mais se controlar.

ai???Foram quase trA?s anos consecutivos de recessA?o, que se estendeu de meados de 2014 ao final de 2016, mas a economia brasileira voltou a crescer em 2017, ainda que em ritmo bastante lento. Esse inAi??cio de recuperaAi??A?o conta tambAi??m com alguma retomada do consumo das famAi??lias, estimulado tanto pela medida que liberou o FGTS no primeiro semestre do ano passado quanto pela queda da inflaAi??A?o e dos jurosai???, afirma Marcela Kawauti. ai???Por outro lado, o quadro geral da economia ainda Ai?? ruim, com poucos reflexos positivos diretos no dia a dia do consumidor. Portanto, Ai?? importante que as pessoas mantenham a prudA?ncia nos gastos e priorizem o planejamento e o controle do orAi??amentoai???, indica.

Metodologia

Foram entrevistados 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gA?neros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro Ai?? de no mA?ximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confianAi??a a 95%. Baixe a Ai??ntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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