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ACP critica campanha do “jaguara” montada pelo Sindicato do Transporte

Mais um lance no bate-boca entre o Sindicato do Transporte Coletivo e a Associação Comercial do Paraná, que trocam acusações em função da lotação dos ônibus em Curitiba e o aumento de casos da Covid-19. No meio da polêmica agora uma campanha lançada pelos proprietários de empresas de ônibus, de caráter questionável, que teria como objetivo conscientizar as pessoas para diminuir as aglomerações no transporte coletivo, que tem como tema “Não seja jaguara”.
Segundo os idealizadores, a palavra jaguara é genuinamente paranaense. O termo foi usado nesse contexto para descrever alguém que está, com sua atitude, prejudicando o propósito da coletividade, em benefício próprio, durante a pandemia do novo coronavírus.

Três peças já estão nas redes sociais das empresas de ônibus. Uma delas critica o chamado “piá de prédio” e suas festinhas. Outra peça alerta para o fato de que alguns comerciantes não estão respeitando o horário estabelecido de funcionamento, das 10h às 16h.

A última critica aqueles que usam o cartão-transporte dos avós para passear nos ônibus. Todas as peças finalizam a mensagem com a hashtag #nãosejajaguara.

Segundo o presidente da ACP, Camilo Turmina, que desaprovou a campanha, os comerciantes, por lei, precisam disponibilizar locomoção aos funcionários. No entanto ele questionou a qualidade do transporte coletivo em Curitiba.

Turmina disse ainda que todos estão convivendo com sacrifícios, e que o transporte coletivo precisaria se adaptar à nova realidade que surgiu junto com a pandemia.

Já, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, que gerencia o transporte intermunicipal metropolitano, saiku em defesa do Sindicato do Transporte. Afirmando que faz esforço para manter a ocupação dos ônibus em 65%, número possível no sistema metropolitano onde as linhas possuem médias e longas distâncias, disse que a ACP não cobra seus associados, que na grande maioria não adeririam a flexibilização de horários, que poderia ajudar na diluição dos usuários dos horários de pico.

Lembrando que no dia 28 de maio, o MP emitiu recomendação administrativa à Comec para que fossem adotadas medidas para garantir a mobilidade das pessoas de forma segura e de modo a evitar a propagação da pandemia.

Foi um pedido da própria ACP. Entre as medidas recomendadas, estão a adequação dos horários e itinerários das linhas de ônibus para que não ocorram aglomerações nos terminais e nos veículos. Além disso, exige a intensificação das ações de fiscalização e o estabelecimento de lotação máxima nos ônibus de 25% a 50% dependendo do itinerário e tempo de percurso.

Em nota, a Urbs esclareceu que estão sendo tomadas medidas de reforço da frota e de limitação de pessoas dentro dos ônibus, o que, segundo a empresa, evita a aglomeração nos veículos. A Urbanização de Curitiba disse também monitorar o sistema, em que os ônibus estão com 50% de ocupação e saem dos terminais com 30% dela.

 

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