Paraná Extra

ACP diz que prejuízo da greve é irreparável e critica sistema de transporte

O prejuízo dos dois dias de greve dos motoristas e cobradores de ônibus é “irreparável” para o comércio de Curitiba. Foi o que afirmou o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, em entrevista à Banda B na tarde desta quarta-feira (15).

 

Segundo Turmina, esses dois dias de greve prejudicaram todo o comércio por uma falta de clientes, já que a cidade parou e diversas tarefas não foram cumpridas. “Algumas lojas abriram, mas quase não tiveram clientes e muitas lojas acabaram nem sendo abertas pelo fato dos funcionários não terem conseguido chegar a seus locais”, informou.

 

Ele confirma que foram dois dias de muito prejuízo para diversos comerciantes, principalmente na região central da cidade e questionou o transporte coletivo da capital. “Temos que quebrar esse monopólio estabelecido na capital pela Urbs, onde uma categoria consegue um reajuste, mas acaba prejudicado todos os outros setores da cidade”, criticou.

 

Apesar do prejuízo, o presidente se mostrou otimista e acredita que o carnaval servirá para dar uma alta no balanço do mês. “O mês vai fechar com ‘chave de ouro’, graças ao feriadão do carnaval. Tivemos um grande prejuízo já que não houve nenhum aviso prévio e fomos pegos de surpresa, mas o feriado ajudará a fechar o mês no positivo na ACP”, disse.

 

Urbs

 

Turmina criticou duramente o sistema de transporte público estabelecido em Curitiba, para ele um novo sistema tem que ser pensado para a cidade. “É lamentável a forma como o transporte é tratado em Curitiba, quando um monopólio é estabelecido no mundo capitalista, a chance de um serviço ser de má qualidade é grande”, afirmou.

 

Segundo ele, a forma como o transporte coletivo da cidade é tratado é uma “avacaliação”. “Apenas uma empresa administra o transporte público da cidade, isso e um absurdo. No mundo inteiro temos táxis de sobra, só em Curitiba temos que esperar horas por um”, reclamou.

 

O presidente afirma que está claro que alternativas de transporte devem ser pensadas para a cidade. “O cidadão não tem a oportunidade de participar da vida pública, então inicialmente a empresa deve respeitar o usuário com serviços de ônibus de qualidade”, concluiu.

(Banda B)

Deixe uma resposta