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American Airlines pede concordata nos EUA

A companhia aérea americana American Airlines anunciou nesta terça-feira (29) que vai recorrer ao capítulo 11 da lei de falências nos Estados Unidos para não quebrar. A empresa informou que manterá suas operações enquanto tenta reestruturar suas dívidas.

A empresa divulgou que teve prejuízo de ao menos R$ 1,6 bilhão (US$ 868 milhões) nos primeiros nove meses deste ano. Esse foi o maior prejuízo registrado por uma companhia aérea neste ano, segundo uma reportagem da agência de notícias Associated Press.

O jornal The New York Times informou que ela era a última das grandes companhias aéreas americanas a continuar sem pedir a proteção judicial desde os ataques de 11 de Setembro de 2001. Dados da Iata (Associação Internacional de Aviação) mostram que a American é a terceira maior empresa do mundo em número de passageiros transportados. Em 2010, foram mais de 86 milhões de pessoas.

Esse número só é menor do que os registrados pelas companhias Delta Air Lines (111 milhões) e Southwest Airlines (106 milhões).

Até o fim de setembro, a empresa havia registrado R$ 45,6 bilhões (US$ 24,7 bilhões) em ativos e R$ 54,76 bilhões (US$ 29,6 bilhões) de dívidas. O caixa da companhia havia ficado em R$ 7,5 bilhões (US$ 4,1 bilhões), e é com esse dinheiro que ela pretende se manter.

A American disse que negociou com os credores uma forma de minimizar as dívidas, mas como não houve acordo, pediu proteção judicial sob o capítulo 11 da lei de falências.

O capítulo 11 da legislação americana que regulamenta as falências e concordatas prevê que o devedor ganhe um prazo extra para tentar quitar seus débitos junto aos credores. Esse tempo extra pode ser de até 60 dias, dentro dos quais a empresa fica sob a avaliação da Justiça, que conta o valor de todos os bens da empresa, dos edifícios e escritórios até a mão-de-obra e ações.

Isso significa que a empresa ainda não foi à bancarrota – neste caso, a empresa recorreria ao capítulo 7 da Lei de Falências, que diz respeito à liquidação judicial propriamente dita. Pela lei do capítulo 11, a própria empresa se declara impossibilitada de pagar suas dívidas.

Então, ela pode manter uma recuperação num período em que os credores não podem cobrar judicialmente o devedor.

Do R7

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