Paraná Extra

As reaA�A�es ao vazamento de supostas mensagens entre Moro e Dallagnol

(BBC News)

No fim da tarde do domingo (9), o site Intercept Brasil publicou reportagens baseadas em supostas conversas vazadas do procurador da RepA?blica Deltan Dallagnol, coordenador da forA�a-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR). O ministro SA�rgio Moro tambA�m aparece nas conversas, que teriam ocorrido no aplicativo Telegram.

A sA�rie de trA?s reportagens A� baseada em supostas trocas de mensagens entre o procurador da RepA?blica Deltan Dallagnol, outros integrantes da forA�a-tarefa da Lava Jato e com o entA?o juiz federal SA�rgio Moro, que era responsA?vel por julgar os casos da Lava Jato na 1A? InstA?ncia da JustiA�a em Curitiba (PR), onde a investigaA�A?o comeA�ou.

A BBC News imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition, imetrex without prescrition. Brasil nA?o conseguiu confirmar de maneira independente a veracidade das mensagens reproduzidas pelo The Intercept, mas a sA�rie de reportagens tem movimentado autoridades e polA�ticos desde a noite de domingo.

Segundo os textos publicados pelo Intercept, as conversas de Dallagnol mostrariam “motivaA�A�es polA�ticas” que teriam guiado a atuaA�A?o dos investigadores da Lava Jato. Em nota publicada na madrugada desta segunda-feira (10), a forA�a-tarefa disse que sua atuaA�A?o “A� revestida de legalidade, tA�cnica e impessoalidade”.

“A imparcialidade da atuaA�A?o da JustiA�a A� confirmada por inA?meros pedidos do MinistA�rio PA?blico indeferidos, por 54 absolviA�A�es de pessoas acusadas, e por centenas de recursos do MinistA�rio PA?blico”.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) comentaram o assunto ainda no domingo.

Para Gilmar Mendes, as alegaA�A�es contidas nas reportagens precisam ser apuradas. “O fato A� muito grave. Aguardemos os desdobramentos”, disse o ministro em mensagem de texto A� reportagem da BBC News Brasil.

Mendes faz parte da Segunda Turma do STF que analisa um pedido de suspeiA�A?o de SA�rgio Moro. Em dezembro do ano passado, Mendes pediu vista para se debruA�ar sobre o caso.

No pedido, a defesa do ex-presidente Lula (PT) alega que Moro nA?o teria condiA�A�es de julgar o petista; pede a nulidade de todos os atos processuais praticados pelo ex-juiz e a libertaA�A?o de Lula.

O assunto tambA�m foi comentado pelo ministro Marco AurA�lio Mello, do STF. Segundo ele, as supostas mensagens colocam em xeque a imparcialidade esperada da JustiA�a.

“Apenas coloca em dA?vida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistA?ncia do A?rgA?o julgador, que tem que ser absoluta. Agora, as consequA?ncias, eu nA?o sei, Temos que aguardar”, disse ele ao jornal Folha de S. Paulo.

“Isso (relaA�A?o entre juiz e investigador) tem que ser tratado no processo, com ampla publicidade. De forma pA?blica, com absoluta transparA?ncia”, disse.

O que Moro teria feito, segundo o Intercept
As reportagens afirmam que SA�rgio Moro extrapolou seu papel como juiz ao trabalhar em conjunto com os procuradores para prejudicar os rA�us e de pessoas investigadas – Moro teria orientado Deltan Dallagnol sobre a melhor ordem para deflagrar fases da Lava Jato; e teria indicado possA�veis delatores aos procuradores.

Uma das reportagens publicadas pelo The Intercept reproduz suposta mensagem de Deltan Dallagnol a respeito da denA?ncia contra o ex-presidente Lula no caso conhecido como “TrA�plex do GuarujA?”.

A denA?ncia apresentada pela Lava Jato resultou na primeira condenaA�A?o de Lula por SA�rgio Moro, em julho de 2017. Segundo a peA�a do MPF, a empreiteira OAS teria tentado presentear o ex-presidente com um apartamento de trA?s andares no balneA?rio do GuarujA? (SP), em troca de contratos com a Petrobras – a transaA�A?o nA?o foi concluA�da.

Segundo o relato do The Intercept, Dallagnol teria dA?vidas sobre a tese da acusaA�A?o. Quatro dias antes de apresentar a denA?ncia, ele teria escrito aos seus colegas procuradores:

“FalarA?o que estamos acusando com base em notA�cia de jornal e indA�cios frA?geisa�� entA?o A� um item que A� bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, atA� agora tenho receio da ligaA�A?o entre Petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram tA? com receio da histA?ria do apto (apartamento)a�� SA?o pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da lA�ngua.”

Sobre este ponto, a forA�a-tarefa da Lava Jato disse que “apenas oferece acusaA�A�es quando presentes provas consistentes dos crimes. Antes da apresentaA�A?o de denA?ncias sA?o comuns debates e revisA�es”.

“No caso TrA�plex, a prA?tica dos crimes de corrupA�A?o e lavagem de dinheiro foi examinada por nove juA�zes em trA?s instA?ncias que concordaram, de forma unA?nime, existir prova para a condenaA�A?o”.

Outras mensagens, desta vez em um grupo de procuradores da Lava Jato no aplicativo Telegram, mostrariam os investigadores preocupados com a possibilidade de Lula conceder uma entrevista A� jornalista MA?nica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

As conversas teriam ocorrido no fim de setembro de 2018, apenas duas semanas antes do primeiro turno das eleiA�A�es do ano passado. O ministro do STF Ricardo Lewandowski tinha acabado de determinar, em decisA?o liminar (provisA?ria), que Lula poderia conceder a entrevista.

“Que piada!!! Revoltante!!! LA? vai o cara (Lula) fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo”, teria escrito a procuradora Laura Tessler. “Sei lA?a�� mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o (Fernando) Haddad”, continua ela, referindo-se ao entA?o candidato presidencial do PT.

O procurador JanuA?rio Paludo discute no grupo formas de lidar com a decisA?o de Lewandowski. “Plano a: tentar recurso no prA?prio STF, possibilidade Zero. Plano b: abrir para todos fazerem a entrevista no mesmo dia. Vai ser uma zona mas diminui a chance da entrevista ser direcionada”.

Sobre este tema, a equipe comandada por Dallagnol disse que “a prisA?o em regime fechado restringe a liberdade de comunicaA�A?o dos presos, como jA? manifestado em autos de execuA�A?o penal, o que nA?o se trata de uma questA?o de liberdade de imprensa. O entendimento vale para todos os que se encontrem nessa condiA�A?o”.

Moro: ‘NA?o tem nada ali’
Hoje ministro da JustiA�a e SeguranA�a PA?blica de Jair Bolsonaro (PSL), SA�rgio Moro disse em sua conta no Twitter que hA? “muito barulho” por causa das “supostas mensagens obtidas por meios criminosos”. “Leitura atenta revela que nA?o tem nada ali apesar das matA�rias sensacionalistas.”

Moro tambA�m divulgou uma nota oficial, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicaA�A?o de fonte de pessoa responsA?vel pela invasA?o criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que nA?o entrou em contato antes da publicaA�A?o, contrariando regra bA?sica do jornalismo”, diz um trecho.

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