Paraná Extra

Atropelamentos e colisões frontais concentram 50% das mortes em rodovias

Balanço do primeiro semestre desta ano divulgado pela Policia Rodoviária Federal mostra que metade das mortes registradas nas rodovias federais do Paraná ocorreu em atropelamentos ou em colisões frontais.

Entre janeiro e junho deste ano, a PRF registrou 250 mortes em acidentes de trânsito no estado. O número é 8,2% superior ao do mesmo período de 2018, quando 231 pessoas morreram. O total de vítimas feridas permaneceu praticamente estável –oscilou de 4.095 para 4.102. E o número de acidentes atendidos pelos policiais rodoviários federais caiu 10,6%, de 4,1 mil para 3,7 mil.

Os tipos de acidentes com maior letalidade foram atropelamentos (28% das vítimas mortas), colisões frontais (22,6%), colisões traseiras (12,3%), saídas de pista (11,5%), colisões transversais (9,5%) e tombamentos (7%).

Desobediência às normas de trânsito, desatenção, excesso de velocidade, ingestão de bebidas alcoólicas e ultrapassagens malsucedidas foram as principais causas dos acidentes fatais, nessa ordem.

A maioria das mortes foram registradas em situação de pista seca (80,6%), em retas (71,8%), à noite (60,5%) e em trechos de pista simples (50,6%).

Do total de vítimas mortas, 85,1% eram homens. A faixa etária com maior percentual de mortes é a dos 21 aos 30 anos de idade: 21,4% da vítimas.

Entre janeiro e junho deste ano, as equipes da PRF flagraram, no Paraná, 1.739 motoristas dirigindo sob efeito de bebidas alcoólicas; 9.877 manobras irregulares de ultrapassagem; e 130.677 veículos acima da velocidade máxima permitida.

Ao longo de todo o ano passado, a PRF contabilizou 490 mortes no Paraná. Foi a primeira vez nos últimos nove anos em que o patamar de mortes ficou abaixo de 500.

Até então, o ano menos violento nas rodovias federais paranaenses havia sido o de 2015, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas mortas ocorreu em 2012 (855).

Balanço de acidentes em rodovias federais no Paraná
(1º semestre de 2019)
– 250 mortos;
– 4.102 feridos;
– 3,7 mil acidentes;
– 1.739 motoristas bêbados;
– 9.877 ultrapassagens proibidas;
– 130.677 veículos acima da velocidade;
– 951 crianças sem cadeirinha;
– 4.060 toneladas de excesso de peso.

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