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Balança comercial tem superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de agosto

O Brasil registrou superávit de US$ 700 milhões na balança comercial, na terceira semana de agosto, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19/08) pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME). O saldo positivo é resultado de exportações no valor de US$ 3,988 bilhões e importações de US$ 3,288 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 9,990 bilhões e as importações, US$ 8,768 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,222 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 139,990 bilhões e as importações, US$ 110,293 bilhões, com saldo positivo de US$ 29,697 bilhões.

Confira os dados completos da balança comercial

Balança comercial - 3ª semana de agosto

A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 797,7 milhões, 7% abaixo da média de US$ 857,4 milhões até a segunda semana. A redução refletiu a queda de 19,6% nas exportações de produtos semimanufaturados – de US$ 120,7 milhões para US$ 97 milhões – e de 17,5% nos manufaturados – de US$ 306,1 milhões para US$ 252,5 milhões.

Nos semimanufaturados, o resultado veio da diminuição das vendas de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido bruto, ouro em formas semimanufaturadas e zinco em bruto. Já o resultado dos manufaturados sofreu impacto, principalmente, da redução das vendas de motores e turbinas para aviação, automóveis de passageiros, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes, além de veículos de carga.

Por outro lado, as vendas de básicos cresceram 4,1%, de US$ 430,6 milhões para US$ 448,2 milhões, por conta de soja em grãos, petróleo em bruto, algodão em bruto, carne bovina e bovinos vivos.

Nas importações, a balança apontou queda de 16% sobre período igual de comparação, baixando de US$ 782,9 milhões na média até a segunda semana para US$ 657,5 milhões na média da terceira semana. Nesse caso, houve impacto principalmente dos gastos com equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos, equipamentos eletroeletrônicos, farmacêuticos, combustíveis e lubrificantes.

Análise do Mês

Na comparação da média até a terceira semana de agosto de 2019 com a de agosto de 2018, as exportações brasileiras diminuíram 11,2%, de US$ 937,1 milhões para US$ 797,7 milhões. O motivo principal foi a redução de 24,9% das vendas de produtos manufaturados, de US$ 377,6 milhões para US$ 287,1 milhões, por conta de tubos flexíveis de ferro/aço, centrifugadores e aparelhos para filtrar ou depurar, laminados planos de ferro/aço, automóveis de passageiros e veículos de carga.

Pesou também a redução de 4,8% das exportações de básicos, saindo de US$ 459,9 milhões para US$ 437,9 milhões, principalmente em minério de cobre, soja em grãos, farelo de soja, petróleo em bruto, carnes bovina e de frango.

O contraponto foram as vendas de produtos semimanufaturados, que subiram 20,6%, saltando de US$ 91,9 milhões para US$ 110,8 milhões. O desempenho positivo foi impulsionado por semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, alumínio em bruto, açúcar de cana em bruto e ferro fundido bruto.

Relativamente a julho de 2019, no entanto, houve redução de 4,5% nas exportações, devido à diminuição de 8,9% nas vendas de produtos básicos, que passaram de US$ 480,6 milhões para US$ 437,9 milhões, e de manufaturados, que baixaram 1,2%, de US$ 287,1 milhões para US$ 283,7 milhões. Por outro lado, nesse período aumentaram as vendas de semimanufaturados, de US$ 104,2 milhões para US$ 110,8 milhões (+6,3%).

Importações

Nas importações, a média diária até a terceira semana de agosto de 2019 foi de US$ 730,7 milhões, resultado 10,5% abaixo da média de agosto de 2018, que chegou a US$ 816,4 milhões. Nesse comparativo, reduziram-se os gastos, principalmente, com cobre e suas obras (-49,8%), combustíveis e lubrificantes (-35,5%), veículos automóveis e partes (-28,9%), adubos e fertilizantes (-16,7%) e cereais e produtos da indústria da moagem (-14,1%).

Em relação a julho de 2019, houve retração de 5,4%, pelas quedas em aeronaves e peças (-51,2%), cobre e suas obras (-42,9%), combustíveis e lubrificantes (-32,9%), farmacêuticos (-18,6%) e plásticos e obras (-8,6%).

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