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Beto Richa anuncia adoção de “UPPs” no Paraná

O governador Beto Richa (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (4) a intenção de implantar, no Paraná, um modelo semelhante às Unidades Polícia Pacificadoras (UPPs) já adotadas no Rio de Janeiro para o combate ao crime organizado e a violência. Segundo ele, as primeiras Unidades do Paraná Seguro (UPSs), como foi nomeado o projeto, devem ser implantadas ainda no primeiro semestre deste ano, em Curitiba e Região Metropolitana, sendo estendidas a outros centros urbanos do Estado na sequência. De acordo com o tucano, estão sendo feito estudos para identificar áreas controladas por criminosos, ou com maior número de ocorrências policiais. “A polícia vai tomar essas áreas”, garantiu ele, em entrevista ao Paraná TV.

Em breve balanço sobre o primeiro ano de mandato, Richa admitiu que os problemas na área de segurança são graves, mas voltou atribuir a situação à herança de administrações anteriores. “A gente sabe que a maior preocupação dos paranaenses é a criminalidade. Os números são alarmantes e nos envergonham. Temos os maiores índices de criminalidade. Herdamos um estado com o pior efetivo per capta de policiais do Brasil”, argumentou.

Segundo ele, mesmo diante das limitações financeiras, o novo governo já teria avançado, ao iniciar o processo de contratação de 2 mil policiais militares e 695 civis. Richa afirmou ainda que o governo está avaliando as reivindicações salariais dos policiais. “Gostaria de pagar muito mais. Mas temos que avançar conforme as possibilidades financeiras que dispomos”, explicou.

Exército – As “UPPs” começaram a ser implantadas no Rio de Janeiro em 2008, instaladas em favelas para acabar com o domínio do tráfico armado sobre esses territórios. Elas são construídas após a ocupação das comunidades por forças de segurança, com a participação do Exército. Segundo o governador paranaense, no Estado não está prevista a participação das Forças Armadas.

De dezembro de 2008 para cá, 18 UPPs foram instaladas em favelas do município do RJ. Algumas abrangem mais de uma favela. Atualmente, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Seseg-RJ), as unidades contemplam 68 comunidades e beneficiam 315 mil moradores diretamente, e mais 1 milhão de moradores de bairros vizinhos.

Saúde — Em relação às queixas sobre os serviços de saúde, o governador também afirmou que já houve avanços significativos. “Já investimos nos hospitais existentes, e estamos apoiando os hospitais filantrópicos”, explicou, apontando ainda a contratação de mais 1 mil profissionais para o setor.

Do www.bemparana.com.br

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