Paraná Extra

Butantan nega uso de insumos inadequados vendidos por empresa paranaense

O Instituto Butantan garante que não foram utilizados insumos ou matéria-prima inadequados para a fabricação e análises de vacinas ou soros. A suspeita partiu de uma operação da Polícia Civil do Paraná, que prendeu ontem (6), na Grande Curitiba, duas pessoas acusadas de falsificar e vender substâncias a laboratórios e institutos científicos.

E-mails e notas fiscais apreendidos pela polícia na Control Lab Comércio de Produtos para Laboratórios indicam que a empresa paranaense vendeu glicerol para o Butantan, mas entregou glicerina, um produto similar, mas com nível de pureza diferente.

Em nota, o instituto paulista, que produz a vacina CoronaVac em território nacional, explicou que boa parte dos materiais adquiridos da empresa investigada sequer chegou a entrar nos laboratórios de Controle de Qualidade. Disse, ainda, que “os poucos materiais utilizados tratavam-se de produtos de apoio, com baixa criticidade, e passaram por algum tipo de controle que possibilitaria a identificação de uma possível adulteração ao longo da sua utilização”.

Por fim, o Butantan sustentou que foi possível garantir que a situação não apresentou nenhum tipo de risco à qualidade, segurança e eficácia dos produtos analisados no Instituto.

A Polícia Civil do Paraná agora deve aprofundar as investigações para identificar possíveis vítimas da empresa Control Lab Comércio de Produtos para Laboratórios. O inquérito aberto tem o objetivo de saber o destino dos insumos inadequados.

(Bandnews)

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