Paraná Extra

Cancelamento da sessão da Assembléia continua gerado polêmica

O cancelamento da sessão plenária da Assembléia Legislativa, na última quarta-feira (26) foi o tema principal da sessão de hoje (31), com um acalorado debate. Deputados questionaram o presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), sobre a decisão de cancelamento quando haviam 16 deputados presentes em plenário. O tucano alegou que havia um acordo de líderes segundo o qual se passados quinze minutos de tolerância após as 14h30, horário regimental para abertura dos trabalhos, não houvesse pelo menos 18 presentes, a sessão seria encerrada por falta de quórum.

 

O deputado Douglas Fabrício (PPS) foi quem abriu a discussão, que depois envolveu vários deputados. Ele alegou que pelo regimento interno, a sessão pode ser aberta com apenas 10% dos 54 parlamentares, ou seis presentes. E que não poderia haver desconto dos salários quando a sessão é cancelada.

 

O presidente insistiu que seguiu o acordo de líderes, e que enquanto esse acordo não for mudado, vai continuar agindo segundo esse acordo. Rossoni disse também que se fosse seguir o regimento à risca, a sessão cairia da mesma forma, já que às 14h30, só haviam três deputados presentes.

 

Rasca Rodrigues (PT), Caito Quintana (PMDB), Nereu Moura (PMDB), Douglas Fabricio (PPS) e Luciana Rafagnin (PT) discutiram sobre a questão. Rossoni mantém a posição de descontar de cada deputado faltoso R$ 660,00 do salário deste mês.

Por outro lado, nesta terça-feira (1), a Assembléia antecipa a sessão para às 10 horas, em função do feriado de Finados. Especula-se que pode chegar ao plenário o reajuste das taxas cobradas pelo Detran.

 

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