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Casos de Covid ameaçam indústria de carnes

 

A eclosão de casos de Covid-19 em fábricas de processamento de carnes em vários países deixou em alerta o mercado. A China suspendeu importação de aves da fábrica da Tyson em Arkansas, EUA, onde 481 trabalhadores testaram positivo para o cornavírus.

A China também suspendeu a compra de produtos suínos da processadora alemã Toennies, na semana passada, após um surto entre centenas de seus empregados.

Os proprietários da maior fábrica de processamento de carne da Europa devem prestar contas do surto que infectou mais de 1.500 de seus trabalhadores, afirmou o ministro do Trabalho da Alemanha, Hubertus Heil. Cerca de 7 mil pessoas foram colocadas em quarentena na Renânia do Norte-Vestfália (NRW), onde fica a fábrica. Como resultado, escolas e jardins de infância na região que foram reabertos gradualmente se viram obrigados a fechar até pelo menos após as férias de verão.

Comunicado enviado pela Tyson à agência de notícias Reuters destaca que “a Organização Mundial da Saúde, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, USDA e US Food & Drug Administration concordam que não há evidências de transmissão de Covid-19 associada a alimentos”.

A China intensificou a supervisão de alimentos importados depois que um novo conjunto de casos de coronavírus foi vinculado a um mercado atacadista de alimentos na capital, há pouco mais de uma semana. Compradores chineses pediram que o Brasil avalie suspender as exportações de produtos agrícolas de estabelecimentos com casos da doença.

Na sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho divulgou que a testagem em massa realizada no frigorífico da JBS em Caxias do Sul (RS) praticamente 1/3 dos 1,5 mil funcionários tiveram contato com o coronavírus. A maioria já havia desenvolvido anticorpos contra a doença.

Na Alemanha, as autoridades de saúde acusaram a Tönnies de violar as regulamentações sobre distanciamento físico que foram introduzidas para diminuir a propagação do coronavírus.

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