Paraná Extra

Chegada de misteriosas sementes chinesas pelos Correios será investigada

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está investigando sementes que foram enviadas da China para diversas pessoas, sem que tenham pedido. O mistério levanta vários tipos de suspeitas, já que as encomendas não foram feitas e várias pessoas já receberam.

“Temos acompanhado os acontecimentos, que começaram fora do país, nos Estados Unidos, nessa semana houve um relato em Santa Catarina e aqui no Paraná estamos recebendo os primeiros relatos a partir de ontem. Não temos ainda nenhuma informação concreta, a gente vai começar a avaliar a situação aqui no estado”, disse Renato Rezende, gerente de sanidade vegetal da Adapar.
O que fazer?
Caso receba uma encomenda com características semelhantes, a orientação oficial é para que as pessoas não abram os pacotes. “Identificou que é um pacote estranho, você não pediu nem comprou aquilo, não abra. Estes pacotes que foram recebidos aqui no Paraná aparentemente não tem visibilidade, então a gente não sabe o que tem lá dentro. Mas, se forem mesmo sementes, os materiais podem trazer contaminantes para nossa agropecuária, como plantas daninhas exóticas, que não são presentes no nosso estado ou país e ainda agentes fitopatogênicos como fungos e bactérias”, explica Rezende.

Portanto, a orientação é para que as pessoas não abram as embalagens e encaminhem ou solicitem retirada do material, tão logo recebam, pelas autoridades responsáveis, seja na Adapar ou no Ministério da agricultura.

Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – (41) 3313-4000 // R. dos Funcionários, 1559 – Cabral, Curitiba – PR, 80035-050

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – (41) 3361-4020 // R. José Veríssimo, 420 – Tarumã, Curitiba – PR, 82820-000

Golpe?
Nos Estados Unidos, pessoas tem relatado casos semelhantes desde julho. Por lá, análises clínicas já foram realizadas, e num primeiro momento os resultados apontaram uma diversidade de ervas tradicionais e aparentemente inofensivas como sementes de mostarda, hibisco, alecrim, couve, sálvia, lavanda entre outras.

Especialistas americanos em comércio eletrônico descartam teorias de ofensivas biológicas ou algo orquestrado, e alertam para uma prática ilegal chamada “brushing scam” em inglês. Prática que consiste, basicamente, no envio de materiais leves e pequenos, como sementes, para pessoas que tiveram seus dados vazados na rede e desta forma aumentar o volume de vendas com transações que nunca ocorreram de fato, posicionando lojas online específicas em ferramentas de busca e plataformas de vendas na internet como campeãs de venda e obtendo maior visibilidade.

(Com Banda B)

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