Paraná Extra

Cida manobra e impede votação de reajuste do funcionalismo de novo

Em mais uma manobra patrocinada pela governadora Cida Borghetti, a Assembleia Legislativa deixou de votar novamente hoje (4) a proposta do Executivo de reajuste de 1% para os servidores públicos do Executivo. A articulação do Palácio Iguaçu contou com o envio de um substitutivo ao projeto original, o que acabou com o regime de urgência de 48 horas que venceria hoje, ao mesmo tempo que a bancada do governo impediu a realização da Comissão de Constituição e Justiça, que daria o parecer ao projeto.

Tudo em função do governo ter sido alertado de que seria apresentada uma emenda em plenário, assinada por 31 deputados, que igualaria o reajuste do funcionalismo em geral ao índice que está sendo concedido aos funcionários do Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública, que é de 2,76%. A emenda é fruto de uma aliança entre a oposição e os dois partidos comandados por Ratinho Junior (PSC), que é candidato ao governo estadual e concorrente de Cida Borghetti. A emenda precisa só de 28 votos para ser aprovada.

Depois de muito debate, com a bancada de apoio ao governo fora do plenário, que tinha 28 presenças registradas, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB) se comprometeu a colocar o projeto em pauta novamente na segunda-feira próxima (9). Se não houver parecer, pelo regimento passadas novamente as 48 horas, o projeto pode ser votado direto no plenário. Isso se o Palácio não enviar outro projeto para anular o prazo.

Os deputados da oposição se revezaram em plenário para criticar as manobras de Cida. O deputado Professor Lemos (PT) disse que se não der o reajuste, a governadora não poderá mais sair do Palácio. Requião Filho (MDB) destacou que o funcionalismo perde poder de compra de mais de um salário por ano pela falta de reajuste.

Márcio Nunes (PSD) ironizou a ausência dos deputados da base governista no plenário. “Ontem eles eram os tigrões, hoje eles são os tchutchucas, escondidos nos seus gabinetes”, disse. Evandro Araújo (PSC), Tadeu Veneri (PT), Anibelli Junior (MDB), Nereu Moura (MDB), Péricles de Melo (PT), dentre outros deputados criticaram a atitude de Borghetti, alguns inclusive insinuando que deputados teriam sido ameaçados para não irem à sessão e à reunião da CCJ.

No final da sessão a mesa da Assembléia leu nova mensagem da governadora retirando o regime de urgência do projeto de reajuste, o que revoltou a oposição e as galerias, ocupadas por sindicalistas e servidores públicos.

 

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