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Com universidades sem aulas, governo pode rever contratação de docentes

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) deve começar hoje (19) uma análise da quantidade de horas que foram autorizadas para a contratação de docentes temporários. O número aprovado para 2018 é menor que as solicitações feitas pelas universidades. A informação foi repassada pela assessoria da pasta, depois que a Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, suspendeu o início das aulas, previsto para hoje. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), que havia iniciado as aulas em fevereiro, também suspendeu o calendário acadêmico. A justificativa das instituições é o decreto do governo do estado que foi publicado na última sexta-feira (16) e autoriza a contratação de horas de docentes temporários entre 20% e 50% abaixo do pedido apresentado pelas universidades.

Por enquanto, somente as duas instituições adotaram a medida. A suspensão das aulas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), veio após uma reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade, realizada no dia 9 de março.

O conselho já havia indicado que, caso o Governo do Paraná não autorizasse a contratação dos professores temporários o Calendário Acadêmico seria suspenso a partir do dia 19. Em um vídeo divulgado no site da universidade, o reitor Aldo Nelson Bona justifica a paralisação das atividades.

Segundo a Unicentro, a universidade precisa de cerca de 10.000 horas para atividades dos professores temporários, mas ainda faltam ser contratadas 3.260 horas, contabilizando 104 docentes que aguardam a autorização do Governo do Paraná. O déficit de contratação atinge todos os departamentos pedagógicos da Unicentro.

A diferença entre as horas solicitadas e atendidas na Universidade Estadual de Londrina é ainda maior. Segundo a reitora, Berenice Jordão, a UEL precisa de 8.900 horas para atender a demanda de sala de aula, mas somente 2.403 horas foram autorizadas no decreto.

(Bandnews)

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