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Comitê busca solução para o trânsito em Curitiba

O Comitê Técnico Operacional de Trânsito (CTOT), composto por oficiais do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e por técnicos e engenheiros da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), vai realizar uma análise técnica das vias e cruzamentos com o maior número de acidentes em Curitiba. O objetivo é propor soluções para tornar o trânsito na cidade mais seguro.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (9), o Bpetran divulgou dados que mostram uma redução de 4,2% no volume geral de acidentes na Capital, comparando os anos de 2010 e 2011. Se comparados os registros de acidentes com vítimas, a redução é de 7,2%. O número de pessoas feridas reduziu em 5,4% (7.195 em 2010 e 6.803 em 2011), enquanto óbitos no local teve uma redução de 12,1% (91 em 2010 e 80 em 2011).

As vias com maior número de acidentes (geral) registradas em 2011 foram a avenidas Marechal Floriano Peixoto (182), Visconde de Guarapuava (150) e Comendador Franco (147). As vias principais com maior número de acidentes foram as avenidas Marechal Floriano Peixoto (151), Comendador Franco (135) e Victor Ferreira do Amaral (125).

As vias secundárias com maior número de acidentes em 2011 foram as avenidas Silva Jardim (31), Marechal Floriano Peixoto (30) e Visconde de Guarapuava (27). As vias com maior número de atropelamentos foram as avenidas Sete de Setembro (44), Marechal Floriano Peixoto (30) e República Argentina (23).

Os cruzamentos que mais registraram acidentes no ano passado foram: rua Tijucas do Sul com rua Lupionópolis (12), rua Desembargador Motta com Alameda Princesa Izabel (11) e Avenida Cândido de Abreu com rua Lysímaco Ferreira da Costa (10).

“Já tivemos uma evolução quanto à conscientização no trânsito e redução no número de acidentes, mas é preciso avançar mais”, afirma o comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito, tenente-coronel Loemir Matos de Souza. “Curitiba destaca-se por sua qualidade de vida e preservação ambiental, mas o que vem preocupando nestes últimos anos é o trânsito”, diz Mattos.

Segundo o secretário municipal de Trânsito, Marcelo Araújo, além da educação no trânsito, toda a estrutura da Setran estará organizada e integrada com o BPTran. “Assim trataremos os problemas do trânsito como uma doença, como faz a Organização da Saúde, porque se você conhece as causas e os remédios tudo fica mais fácil”. Para Araújo, é possível encontrar a solução dos problemas do trânsito na fiscalização, na engenharia de tráfico e até na psicologia do motorista ou na comunidade que vive na região.

(AEN)

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