Paraná Extra

Como começar uma gestão com o pé direito nos municípios

 

Claudio Henrique de Castro

 

  1. Os recursos são poucos e muitas são as necessidades. Administre a escassez;
  2. Procure fazer mais com o menos;
  3. Aprenda a dizer “não” e seja objetivo nas suas razões;
  4. Cuide do orçamento do Município é de lá que saem todas as soluções e todos os problemas da sua gestão;
  5. Não nomeie a parentela, apaniguados, puxa-sacos ou pessoas de partidos políticos por mera retribuição ao apoio eleitoral, nomeie profissionais competentes e experientes;
  6. Lembre-se que sem pessoas competentes na gestão da cidade, sua administração vai naufragar;
  7. Faça o levantamento de todos os contratos e licitações em andamento do Município e verifique o custo, quando vão vencer e se poderão ser renovados;
  8. Faça um pente fino em todos os contratos da prefeitura examinando se estão sendo rigorosamente cumpridos;
  9. Solicite que a Câmara Municipal economize e reduza as despesas;
  10. Cumpra a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica, a lei de Responsabilidade Fiscal, as leis Orçamentárias, a lei de licitações e cuide com os a lei de improbidade administrativa;
  11. Retome as obras e os serviços parados e os termine;
  12. Entre cumprir as leis ou dar um jeitinho, prefira a primeira opção;
  13. Nomeie um chato para o controle interno e um contador detalhista para o controle orçamentário-financeiro, eles vão te incomodar mas no final do mandato você vai lembrar deles com gratidão;
  14. Não dê anistias ou isenções, pense no parcelamento dos tributos;
  15. Toda administração pública envolve gastos públicos, governe com sabedoria;
  16. Ouvir o povo faz parte do ofício público, faça audiências públicas em temas relevantes;
  17. Dê transparência às despesas públicas, se não tiver internet, inscreva-as nos muros da prefeitura, lembre-se: o povo é seu patrão e você é seu servidor;
  18. Cobrar bem os impostos e taxas é seu dever de ofício;
  19. Planejar despesas e receitas é o início de tudo, quatro anos passam rápido;
  20. Faça um inventário das ações judiciais que o município está respondendo, inclusive inquéritos junto ao Ministério Público e eventuais ações civis públicas;
  21. Lembre-se de cobrar os devedores no prazo, pois existe a prescrição e a decadência;
  22. Saiba das suas obrigações junto ao Tribunal de Contas, dos possíveis convênios no governo estadual e Federal, e lembre-se: sem as certidões negativas a administração fica travada;
  23. Faça um plano de gerenciamento de crises caso o município tenha enchentes, endemias ou calamidades;
  24. Zele pelo regime de previdência dos servidores;
  25. Não pense no último ano em reeleição, se fizeres uma ótima gestão, ela será uma consequência e uma bela vitrine;
  26. Não engavete processos, decida com agilidade, antes de bater o martelo consulte especialistas e seus principais assessores.
  27. Não tema em abrir processos administrativos disciplinares e demitir servidores corruptos ou inaptos;
  28. Ao iniciar uma obra ou serviço prefira as de longo prazo no início do mandato e as de curto prazo para a conclusão para o final do mandato;
  29. Faça reuniões periódicas com seu secretariado e cobre soluções com prazo para os problemas de cada pasta, tudo há de ter prazos, principalmente as soluções definitivas;
  30. Leia com atenção as máximas de Cícero sobre como administrar a cidade: “O Orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas públicas devem ser reduzidas”.

Uma Resposta para “Como começar uma gestão com o pé direito nos municípios”

  1. Ricardo Nogueira Ramos disse:

    Caro amigo, Prof. Claudio:

    O artigo da sua lavra é um verdadeiro manual da boa administração para o alcaide que realmente deseja honrar o mandato conferido pelos eleitores que sufragaram o seu nome. Objetivo, o texto é um exemplo que transborda do âmbito do Município e pode/deve ser aplicado aos Estados Federados e à Administração Central da Nação, guardadas as devidas proporções. Parabéns pelo texto e pela marca registrada da sua sempre presente atuação em prol da Sociedade, ou seja, a coragem na difusão das suas oportunas ideias. Fraterno abraço,

    Ricardo.

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