Paraná Extra

Companheiro é acusado pela morte de ex-secretário em Maringá

Uma operação da Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (29), quatro pessoas acusadas de matar o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, de 54 anos. A “Operação Nero” foi comandada pelo delegado da seção de Homicídios, Nagib Nassif Palma.  Segundo o delegado, um dos autores seria Vagner Eizing Ferreira Pio, de 25 anos, com quem Paolicchi teria uma união estável registrada em cartório. A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, seria interesses financeiros, uma vez que o jovem iria herdar os bens do ex-secretário. Pio e outras três pessoas foram presas em Paranavaí e estão sendo trazidas para Maringá. Os policiais buscam, agora, a arma utilizada no crime, um revólver de calibre 32.

O companheiro de Paolicchi é acusado de ser o mandante do crime. Também foram presos a irmã de Vagner Pio, Vanessa Eizing Ferreira, 22 anos, bem como o marido dela, Éder Ribeiro da Costa, que, segundo a polícia, teria recebido a incumbência de matar Paolicchi. Também foi detido por suspeita de participação no crime Arthur Vacellai Paulino, 23 anos, que teria escondido a arma usada para executar Paolicchi. Investigação Conforme o delegado, em depoimento à Polícia Civil, Pio teria dito que na noite do crime havia saído do apartamento de Paolicchi com ele.

Ele também afirmou que o ex-secretário o havia deixado no hospital para visitar a avó doente, e após isso não o viu mais. A Polícia checou o álibi e confirmou a versão. Pio se tornou alvo das investigações, ao omitir, em depoimento, que teria uma união estável com Paolicchi. A polícia acredita que, na noite do crime, ele teria “entregado” o ex-secretário aos assassinos, antes de chegar ao hospital. “Sempre desconfiamos dele desde o início”, fala o delegado Osnildo Ribeiro.

Conforme o delegado, as investigações partiram do fato dos criminosos terem roubado o celular do ex-secretário no dia do assassinato, e colocarem um chip nele. “Foi o que bastou para que pudéssemos começar a monitorar as conversas do grupo”, conta. Todos os envolvidos ficarão presos na 9ª Subdivisão de Polícia Civil e responderão inquérito por homicídio.

A operação foi batizada de Nero, lembrando o famoso imperador romano, que governou entre os anos 54 e 68. Homossexual assumido, ele teria se casado com outros homens por três vezes. Assim como Paolicchi, Nero era um esbanjador e amante de festas. Assassinato Protagonista do maior desvio de dinheiro público da história de Maringá, Paolicchi foi encontrado morto na noite de 27 de outubro deste ano. O corpo dele estava no porta-malas de um carro encontrado abandonado no distrito de Floriano, em Maringá. Ele foi espancado e morto a tiros.

 

(Com odiario.com)

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