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Condenados por corrupção e desvio de dinheiro público são presos

Criminosos condenados por corrupção, desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro foram presos, para cumprimento das penas, a partir de julgamentos de recursos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e que confirmaram as sentenças da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Dirigentes do CIAP – Centro Integrado e Apoio Profissional, uma organização da sociedade civil, apropriaram-se e lavaram cerca de R$ 28.399.657,74 entre 01/2003 a 04/2010 em recursos públicos federais que haviam desviado de programas públicos de saúde e de educação nos Estados do Paraná, Maranhão e Rio de Janeiro. Entre os condenados, encontra-se o dirigente Dinocarme Aparecido Lima, preso em 14/09/2017. .

Dirigentes do IBIDEC – Instituto Brasileiro de Integração e Desenvolvimento Pró-Cidadão e da ADESOBRAS – Agência de Desenvolvimento Educacional e Social Brasileira, também organizações da sociedade civil, apropriaram-se e lavaram cerca de R$ 9.535.764,00 que haviam desviado de programas públicos de saúde e de segurança pública. Entre o condenados, encontra-se o dirigente Robert Bedros Fernezlian e o ex-Coordenador Nacional do Pronasci do Ministério da Justiça, Francisco Narbal Alves Rodrigues, presos em dezembro de 2016 e em março de 2017, respectivamente.

No âmbito da Operação Lava Jato, dirigentes da Grupo OAS, como José Adelmário Pinheiro Filho e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, tiveram igualmente prisão decretada, em 14/09/2017, por conta de confirmação, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, da ordem de R$ 29.223.961,00.

As prisões para cumprimento das penas, dando fim a uma tradição de impunidade para crimes graves de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, só foram possíveis em decorrência dos precedentes do Supremo Tribunal Federal, permitindo a execução das penas a partir da condenação criminal por uma Corte de Apelação.

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