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Conheça programas de pós-graduação da UFPR que alcançaram nota máxima na Capes

Pela primeira vez, uma instituição de ensino superior paranaense possui programas de pós-graduação classificados como de elevado padrão de excelência, equivalente ao de instituições internacionais. Dois cursos da UFPR receberam nota máxima (7) na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São eles: o Programa de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e o Programa de Química.

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (PPGEBB) foi aprovado em 1997, antes mesmo da criação do curso de graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia Industrial da UFPR – primeiro do gênero no Brasil. No início, o programa abrangia somente o doutorado, chamado na época de Processos Biotecnológicos. O curso de mestrado foi submetido à Capes em 2003. Ao longo de 20 anos, o PPGEBB formou 126 mestres e 122 doutores.

O programa possui convênio com o mestrado internacional da Unesco, que envolve programas de ensino e pesquisa em vários países com o objetivo de promover o desenvolvimento agroindustrial sustentável. A pós-graduação também promove formação em dupla diplomação de doutorado com a instituição francesa Universidade Blaise Pascal.

“Nossas produções científicas de qualidade e os convênios internacionais contribuíram para o crescimento do programa. Além disso, a área de biotecnologia como um todo evoluiu nesse período”, explica o coordenador do programa, professor Júlio César de Carvalho.

Atualmente o PPGEBB está concentrado nas áreas de agroindústria e biocombustíveis, biotecnologia agroalimentar e saúde humana e animal. “Nós transferimos tecnologia para a indústria e também para pequenas empresas. Temos a preocupação de produzir pesquisas de qualidade que sejam úteis e gerem impacto”, completa o coordenador.

Química
O Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da UFPR recebeu a notícia do conceito sete às vésperas da comemoração dos 25 anos do curso. “Temos um motivo a mais para celebrar, estamos satisfeitos”, afirma a coordenadora do PPGQ, Jaísa Fernandes Soares.

A professora conta que toda a equipe se empenhou para aprimorar a formação dos alunos. O corpo docente qualificado, tanto no Brasil como no exterior, e o engajamento dos estudantes que se dedicam exclusivamente ao programa são apontados como os diferencias para a evolução.

“Crescemos muito nos últimos anos. A nota é a consequência da formação que estamos realizando. Isso também significa que ainda teremos muito trabalho no futuro”, conclui a coordenadora.

O Programa de Pós-Graduação em Química já formou 324 mestres e 161 doutores durante os 25 anos de história. O PPGQ atua nas linhas de pesquisa físico-química, química analítica, química inorgânica e química orgânica.

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