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Coronavírus gera custo de R$ 20 bilhões por semana ao país durante a paralisação

 

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia (ME) apresentou nesta quarta-feira (13/5) o Boletim Macrofiscal, referente ao mês de maio, a publicação traz projeções para as principais variáveis macroeconômicas, como PIB e inflação. A SPE também divulgou dois estudos que avaliam o impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a economia do Brasil.

Os dados apontam que os custos imediatos são de R$ 20 bilhões por semana durante a paralisação. Com a situação acumulada até agora, projeta-se uma retração de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A projeção oficial anterior era de variação zero no PIB deste ano. Os dados foram apresentados em entrevista coletiva transmitida pela internet.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, destacou que as estimativas do Ministério da Economia estão alinhadas às perspectivas de mercado e que o cálculo foi realizado para que houvesse estimativas do custo econômico do distanciamento social e, com isso, estimar qual será a variação do PIB este ano. Para 2021, é considerado crescimento de 3,2% do PIB. O trabalho considerou cenário com o fim do isolamento social em 31 de maio.

Super âncora

Waldery Rodrigues destacou que o país agiu de forma rápida e eficaz para combater os efeitos do coronavírus, com esforço fiscal próximo a 5% do PIB. Na avaliação do secretário, o governo continua perseguindo a austeridade fiscal, construindo mecanismos que não transformarão os gastos emergenciais deste momento em despesas permanentes. Mas ressaltou também que era preciso ter cálculos robustos sobre o impacto da Covid sobre a economia, para que o país possa se preparar para a retomada das atividades e do crescimento. “Teto de gastos é a nossa âncora fiscal. Já era uma âncora e agora é uma super âncora”, declarou Rodrigues.

“Este estudo foi feito poque precisamos de estimativas do custo econômico do distanciamento social para ter base no cálculo do PIB em 2020. Não é crítica ao distanciamento. É uma estimativa”, disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida. “O Ministério da Economia não se pronuncia sobre a extensão da quarentena; aqui são estimativas quantitativas da situação”, disse Waldery Rodrigues.

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