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Crise afeta crédito e governo pode socorrer empresas brasileiras

A crise internacional chegou de vez ao Brasil e pelo mesmo caminho que em 2008: a restrição ao crédito para as empresas. Dados do Banco Central (BC) mostram que já em outubro o financiamento de matrizes estrangeiras para filiais brasileiras desacelerou fortemente, para US$ 1,2 bilhão, queda de 60% sobre setembro e metade da média mensal de ingresso de 2011.

É o pior número desde maio de 2010. Os exportadores reclamam ainda que os bancos pequenos e médios pararam de conceder financiamento, pois preferem ficar com o dinheiro em caixa a assumir riscos em meio às turbulências.

Quando emprestam, estão cobrando mais caro. A redução do financiamento externo foi uma das explicações dos analistas para queda de 0,2% no investimento captado pelas Contas Nacionais, divulgadas semana passada

Por isso, o governo estuda repetir medida tomada há três anos: usar dinheiro das reservas para suprir o crédito estrangeiro e financiar as vendas de produtos daqui lá fora. Há expectativa também de que o BNDES abra novas linhas para suprir a demanda dos exportadores que recorreram à equipe econômica para se queixar da dificuldade.

— Está mais caro e mais difícil conseguir crédito no exterior e o BC não perdeu com isso (em 2008 e 2009), até lucrou com a medida. Por isso, o governo avalia essa possibilidade até porque já é a hora de começar a atuar — informou uma fonte do governo.

Dados do BC mostram que o crédito externo — que na sua maioria é para financiar as exportações da indústria e da agropecuária — caiu 2,1% em outubro, com estoque de R$ 62 bilhões. É uma reversão de uma sequência de altas seguidas desde julho. No ano, este tipo de empréstimo ainda sobe 27%.

De O Globo

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