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Curitiba já avalia possibilidade de decretar bandeira vermelha

Nesta terça-feira (23), Curitiba registrou 266 novos casos de Covid-19 entre moradores da capital, segundo boletim diário da Secretaria Municipal de Saúde.
Com estes são 3.298 casos da doença e 116 mortes. O número foi alcançado, com mais duas mortes ocorridas nas últimas 24 horas. Os dois pacientes estavam internados. Uma mulher de 56 anos, sem doenças pré-existentes e um homem de 60 anos, que fazia tratamento contra um câncer.

Após a divulgação dos dados a secretária municipal de saúde Marcia Huçulak explicou como é realizado o cálculo, a partir de indicadores, definidos pelas autoridades de saúde, para estabelecer a cor da bandeira, que sinaliza o nível da pandemia na capital. O sistema foi implantado há duas semanas e Curitiba iniciou com a bandeira amarela, que significa alerta. Após a primeira semana de implantação, a capital passou para a bandeira laranja, risco moderado.

Marcia Huçulak explicou que para que ocorra nova mudança na bandeira será preciso avaliar os indicadores no fim desta semana. Para esses cálculos, de acordo com a secretária, são avaliados os números de casos novos nesta semana em relação à semana anterior e também a comparação semanal do número de internamentos por síndrome respiratória aguda grave.

Outro indicador que é levado em consideração neste cálculo é o número de leitos de UTI ocupados de uma semana para outra.

Além destes outros seis indicadores são avaliados para estabelecer a mudança da bandeira. Marcia Huçulak não descarta a possibilidade de a capital mudar para a bandeira vermelha.

A médica infectologista da secretaria de saúde Marion Burger ressaltou que a bandeira vermelha, que significa medidas mais rígidas ou o lockdown não pode ser aplicada a revelia. Para isso são avaliados os indicadores, que são fruto de estudos científicos. Nesse momento, segundo a médica, as medidas mais adequadas são aquelas recomendadas nos decretos municipais.

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