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Defensoria pode abrir ação coletiva após suspensão do concurso da PC

A Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR) estuda entrar com uma ação coletiva em favor dos candidatos que foram prejudicados com a suspensão do concurso da Polícia Civil horas antes da aplicação das provas. Em conjunto com a Defensoria Pública da União, solicitou ao Núcleo de Concursos (NC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) informações sobre o adiamento do exame. Mais de 106 mil candidatos estavam em Curitiba e Região.
Entre os questionamentos, a DPE quer saber se o Núcleo de Concursos poderia ter previsto a situação da ausência de requisitos de segurança com antecedência. Além disso, qual será a atitude tomada para minimizar os danos sofridos pelos candidatos lesados.

Ainda no domingo, a UFPR anunciou a reestruturação e substituição da coordenação do Núcleo de Concursos. Diante disso, a Defensoria espera que a nova data da aplicação das provas seja definida em conjunto com autoridades sanitárias e a sociedade.

Em nota, divulgada no domingo, o Núcleo de Concursos informou que entre os fatores que culminaram na suspensão do concurso público estava um problema logístico em relação ao recebimento dos termômetros para medição de temperatura dos candidatos. A organização frisou ainda que, na véspera, ocorreram problemas relativos aos espaços que seriam cedidos como locais de provas.

A suspensão do concurso está sendo investigada pela Controladoria-Geral do Estado e pela Polícia Civil. O governador Ratinho Junior (PSD) também solicitou que a Polícia Federal verifique o caso.

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