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Defesa de Beto, que ficou calado em depoimento, apela a Gilmar Mendes

Numa derradeira tentativa para libertar o ex-governador Beto Richa (PSDB), seu advogados de defesa pediram a revogação de sua prisão ao ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF). As tentativas de obter habeas corpus junto ao tribunal de Justiça e Superior Tribunal de Justiça, nesta semana, foram frustradas.

Richa e sua esposa, Fernanda Richa, estão presos temporariamente  em Curitiba desde terça-feira (11), no âmbito da Operação Rádio Patrulha. O pedido da defesa ocorre dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 444 (ADPF 444), na qual o STF proibiu as chamadas conduções coercitivas. Os advogados defendem que a prisão de Richa foi decretada para burlar o veto à condução coercitiva.

Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre o caso de Richa, com críticas ao que chama de “atuação midiática” de investigadores. Em Brasília, durante entrevista que concedeu à imprensa na quarta-feira (12), o ministro do STF questionou o momento da prisão.

Em silêncio

Hoje (14) pela manhã, o ex-governador Beto Richa entrou na sala onde ocorrem as tomadas de depoimentos por volta de 12h20, acompanhado de quatro advogados. Permaneceu com os promotores por cerca de 15 minutos, mas, conforme informações repassadas pelo Ministério Público, optou por se utilizar do direito constitucional de não produzir prova contra si e permaneceu em silêncio.

Depois dele, foi a vez da esposa de Beto e ex-secretária de estado, Fernanda Richa, ser chamada pelos promotores. Ficou cerca de uma hora em depoimento, acompanhada de dois advogados, mas não respondeu todas as perguntas e apenas fez alguns esclarecimentos.

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