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Deputado do Paraná convocado a depor em operação fake news da PF

A operação da Polícia Federal contra fake news mira oito deputados bolsonaristas. Eles não são alvo de mandados de busca e apreensão, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que sejam ouvidos em dez dias e que suas postagens em redes sociais sejam preservadas.

Trata-se dos deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ),  Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP). O deputado Filipe Barros, do PSL do Paraná, também está na lista da operação.

A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF. O ex-deputado Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang (dono da Havan), assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL) e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos.

O principal foco da operação é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades, além de quatro possíveis financiadores dessa equipe.

As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e estão sendo executadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. A investigação corre em sigilo.

Filipe

Filipe Barros é advogado e ligado ao movimento Direita Paraná. Atualmente exerce o mandato de deputado federal pelo Partido Social Liberal (PSL-PR). Até janeiro de 2019 exerceu o mandato de vereador na Câmara Municipal de Londrina, sendo indiciado criminalmente por injúria racial, discriminação religiosa e por calúnia e difamação.Graduou-se em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2014, e no ano de 2012 foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da UEL. Em Londrina, ganhou notoriedade como ativista pró-vida e pró-família, participando de diversas ações contra o aborto e a ideologia de gênero. Também integrou o Movimento Brasil Livre (MBL), grupo do qual se separou em 2018 para entrar no PSL-PR .

Disputou sua primeira eleição em 2016, terminou eleito pelo PRB vereador na sua cidade natal com mais de 4 mil votos.[4]. Ingressou no PSL em 2018 para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi eleito com 75 mil votos.

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