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Educadoras são condenadas por tortura de crianças no Noroeste

Duas educadoras foram condenadas a 20 anos de prisão por torturar crianças no município de Rondon, no noroeste do Paraná. A juíza Fernanda Batista Dornelles, da Vara Criminal de Cidade Gaúcha, determinou que elas comecem a cumprir a pena em regime fechado. Além da sentença criminal, elas perderam os cargos públicos. As duas podem recorrer da decisão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, apresentada em novembro do ano passado, as duas educadoras submeteram diversas crianças a sofrimento físico e psicológico. A acusação aponta que as crianças foram agredidas com empurrões, apertões e puxões de cabelo e de orelha. As agressões foram filmadas.

As duas estavam em estágio probatório no Centro Municipal de Educação Infantil Menino Deus e foram afastadas das funções pela prefeitura de Rondon em novembro de 2017. A sentença também decretou a perda dos cargos públicos das duas educadoras.

Na época, o Ministério Público determinou a abertura de novo inquérito policial para apurar a prática de tortura por omissão envolvendo a diretora da creche, pois ela não havia sido investigada. Para a Promotoria, ela poderia ter praticado o crime de tortura por ter se omitido em impedir a ação das educadoras, já que estaria na creche no momento em que ocorreram as agressões.

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