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Em Foz, Bolsonaro volta a atacar lockdown contra a Covid-19

Ao participar nesta tarde (7), em Foz do Iguaçu, da solenidade de entrega da ampliação da pista do Aeroporto Internacional, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de fechamento adotadas por governadores e prefeitos para frear a pandemia da Covid-19. Para o presidente, a política do “fica em casa” e do fechamento do comércio está “empobrecendo” o Brasil. Para Bolsonaro, “o desemprego é um efeito colateral mais danoso que o vírus”.

“Realmente está faltando um pouco de humanidade por parte de muitos governadores e prefeitos no Brasil nessa questão da pandemia. Lamentamos as mortes, queríamos que ninguém morresse, mas temos uma realidade pela frente”, afirmou

A ampliação da pista permitirá a realização de voos internacionais sem escala e tem objetivo de incentivar o turismo na região, sendo que a obra contou com investimentos de Itaipu Binacional e da Infraero. Junto foi inaugurado o novo pátio de manobras e a duplicação da via de acesso ao aeroporto, que foi leiloado hoje.

Itaipu

Bolsonaro também participou de solenidade de troca de comando na Itaipu Binacional, onde o diretor-geral brasileiro general Joaquim Silva e Luna deixa o cargo para assumir a presidência da Petrobras. Em seu discurso, o general disse que como não houve consenso binacional para reduzir a tarifa de Itaipu, explicou, a empresa alinhou ações com os governos federal, estadual e municipais, para investir em obras de infraestrutura, saneamento e segurança pública.

O general João Francisco Ferreira assumiu o cargo. Luna enfatizou que a prioridade em sua gestão foi cortar custos e gastos para preparar a margem brasileira para 2023, quando a usina estará sem dívidas e poderá praticar tarifas sem esse ônus. Até lá, o agora ex-diretor-geral brasileiro entendeu que é preciso continuar com uma política de austeridade, para que a usina esteja “preparada para atuar, em diferentes cenários, dentro de um mercado de energia elétrica complexo, dinâmico e competitivo”.

O ex-diretor-geral brasileiro enumerou as ações principais desenvolvidas nesse sentido, em termos de gestão: centralização de toda a empresa em Foz do Iguaçu; fim dos convênios e patrocínios que não tinham aderência à missão de Itaipu; unificação das estruturas replicadas; encurtamento e informatização dos processos decisórios; redução dos custos operacionais; envolvimento de todos os níveis de direção com a governança.

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