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Em greve, servidores de Curitiba fazem cerco à Câmara contra “pacotaço”

A Prefeitura de Curitiba enfrenta seu primeiro dia de greve nesta segunda-feira (12). Servidores municipais estão na frente da Câmara Municipal desde cedo para protestar contra a votação em plenário do pacote de ajuste fiscal proposto pelo prefeito Rafael Greca, que passou a última semana em viagem de férias ao exterior. O prédio do Legislativo foi cercado por grades para evitar uma invasão. Por causa da votação em regime de urgência do pacote, servidores municipais ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba(Sismuc) e ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismac) iniciaram a paralisação.

Depois de um compromisso de que os projetos seriam analisados em rito normal, os vereadores da Capital aprovaram votação em regime de urgência, atendendo proposta do líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB). O vereador disse que as matérias já teriam sido suficientemente debatidas, e que não se poderia mais protelar a votação dos projetos. Os servidores protestaram e decidiram paralisar as atividades.

Uma comissão estava reunida nesta manhã com o presidente da Câmara, Serginho do Posto, para tratar sobre o acesso ao plenário da Câmara. Para impedir acesso a servidores, o vereador alega que laudo do Corpo de Bombeiros limita a 80 pessoas. Além disso, os vereadores não querem manifestação durante os debates do pacotaço de Greca.

O presidente Serginho do Posto temeria um novo “29 de abril”, quando professores estaduais foram massacrados pelo governo estadual na votação que retirava 2 bilhões de reais do ParanáPrevidência.

Os projetos a serem votados amanhã (13) congelam salários, plano de carreiras, sacam R$ 600 milhões do IPMC e aumentam alíquota, além da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Municipal que achata os investimentos em serviço público.

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