Paraná Extra

Em processo de fritura, Feder desiste de ser ministro da Educação

O secretário de Educação do Paraná, o mineiro Renato Feder, desistiu de ser postulante ao Ministério da Educação. “Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu neste domingo (5). Segundo fontes ouvidas por diversas emissoras e jornais brasileiros, o nome de Feder foi alvo de críticas da “ala ideológica” do governo de Bolsonaro, especialmente dos evangélicos, que não concordava com posturas políticas do secretário.

Renato Feder também afirmou neste domingo (5), em uma rede social ter mudado de ideia sobre um livro que escreveu e que defendia o fim do MEC e a privatização da Educação.

“Escrevi um livro quando tinha 26 anos de idade. Hoje, mais maduro e experiente, mudei de opinião sobre as ideias contidas nele. Acredito que todos podem e devem evoluir em relação ao que pensavam na juventude. Gostaria de ser avaliado pelo que eu penso e faço hoje, como um gestor público, ao invés de um livro escrito quinze anos atrás”, escreveu.

Publicado em 2007, o livro ‘Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundotrazia a proposta de o governo pagar um ‘voucher’ às famílias para elas colocarem seus filhos em escolas particulares. Modelo semelhante seria adotado no ensino superior.

 

Feder é coautor do livro, que foi escrito com o empresário Alexandre Ostrowiecki, da Multilaser, empresa em que atuava como CEO até assumir o cargo de secretário.

O secretário utilizou as redes sociais para prestar esclarecimentos, afirmando que informações falsas foram divulgadas a seu respeito. Na publicação, falou de sua formação acadêmica – graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) – e negou que livros com ideologia de gênero foram distribuídos no Paraná.

“Tenho convicção de que a minha missão de vida é ajudar na educação do nosso país, sinto-me feliz fazendo esse trabalho e podendo devolver ao Brasil um pouco das bênçãos que recebi na vida”, escreveu.

(Com msn)

Deixe uma resposta