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Empregabilidade na indústria paranaense cresce em setembro

Uma indústria forte, diversificada e geradora de empregos formais. Essa é a conclusão sobre os números de setembro do mercado de trabalho no Paraná divulgados esta semana, pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Pelo terceiro mês seguido, a indústria puxou o crescimento dos empregos com carteira assinada no estado. Das 19.732 vagas criadas no Paraná no mês, a indústria criou 6.626 empregos formais. Seguida por comércio (5.398), serviços (4.716), construção civil (2.892) e agropecuária (100). No ano, o segmento industrial já acumula saldo positivo de 12.551 postos de trabalho.

Das 19.732 vagas criadas no Paraná no mês, a indústria criou 6.626 empregos formais.
Crédito das fotos: Gelson Bampi
Foram 106.382 admissões e 86.650 desligamentos registrados em setembro no estado. Na indústria de transformação, os setores que mais contribuíram para o saldo positivo foram fabricação de móveis, com 878 empregos gerados. Seguido por confecções e artigos do vestuário (868); automotivo (689); fabricação de produtos de metal (675); madeira (587); e máquinas e equipamentos (509). Das 24 atividades avaliadas pelo estudo neste mês, apenas três tiveram resultado negativo: petróleo (-6 vagas); produtos alimentícios (-47) e fumo (-659).

O presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, avalia que o aumento da confiança dos consumidores vem fazendo com que o comércio recupere seu dinamismo e isso tem reflexo direto no crescimento das encomendas dos produtos industrializados. “Hoje, muitos setores que estavam com estoques praticamente zerados já sentem até dificuldades para aquisição de insumos e matérias-primas devido ao aumento repentino da demanda. Esse cenário, que deve ser equacionado em breve, pode ser considerado um problema bom para a indústria e que tem como resultado o aumento da produção e da geração de emprego no setor”, afirma.

“As empresas do setor vêm gradualmente retomando os níveis de produção anteriores à pandemia, precisando contratar mais trabalhadores para atender a demanda”, resume.

“Os resultados de setembro mostram uma trajetória forte de recuperação da empregabilidade geral no estado. Mas, principalmente, que a indústria superou rapidamente as perdas nos meses de abril e maio e, de junho para cá, tem sido responsável pelo saldo positivo no estado”, analisa o economista da Fiep, Evânio Felippe.

 

Este mês, a boa notícia vem do segmento automotivo, um dos mais importantes do estado, que voltou a abrir vagas em setembro depois de seguidas altas nos desligamentos. O setor ainda acumula saldo de -2.426, mas a trajetória de dispensas mudou. “Esse resultado pode sinalizar uma melhora mais significativa na produção industrial até o fim do ano. Os dados mostram que a perspectiva negativa na geração de postos de trabalho já não existe mais, pelo contrário. A indústria já recuperou as perdas do período inicial da pandemia e a tendência é seguir nessa trajetória de crescimento e abertura de novas vagas. Parece que o pior da crise realmente ficou para trás”, destaca.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro, o setor de alimentos puxa a criação de vagas na indústria do estado, com 9.327 contratações. Seguida por fabricação de móveis (1.901); madeira (1.589); fabricação de produtos de metal (1.213). Além do automotivo, o setor do vestuário, importante gerador de empregos no estado, acumula saldo negativo de -3.987 demissões.

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