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Estado fecha 68,2 mil postos de trabalho com carteira assinada

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Paraná fechou 68.285 postos de trabalho com carteira assinada entre março e abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia.

Apesar de ter apresentado resultados positivos em janeiro e fevereiro, o estado fechou 22.424 vagas desde o início do ano. Somente em abril, o pior mês de 2020, foram perdidos 55 mil postos de trabalho. Veja no gráfico abaixo.
Geração de empregos no Paraná em 2020
Estado encerrou primeiro quadrimestre com saldo negativo

Fonte: Ministério da Economia
O saldo de geração de empregos formais do Caged corresponde à diferença entre demissões e admissões de trabalhadores em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em abril, enquanto 47 mil trabalhadores foram admitidos, outros 102 mil foram desligados, de acordo com o Caged.
A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho avaliou que a queda poderia ser maior se não fosse o desempenho do agronegócio e de setores ligados a atividades essenciais. O governo diz que as medidas de enfrentamento à pandemia também reduziram a queda.
O fechamento de vagas formais no mês de abril no Paraná segue a tendência nacional. Em todo o Brasil foram encerradas 860.503 vagas de trabalho com carteira assinada.
Com pandemia do coronavírus, Brasil fecha 1,1 milhão de vagas de trabalho entre março e abril
O Paraná apresentou o 6º pior resultado do país no mês. No entanto, o saldo é o melhor entre os estados da região Sul.
Por setor
O setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único que fechou abril com saldo positivo no Paraná, com 482 novas vagas.
Por outro lado, o setor de Serviços e Comércio foram os mais afetados, fechando juntos mais de 38 mil postos de trabalho, de acordo com o levantamento. Veja :
Serviços: -24.407
Comércio: -14.387
Indústria: -13.921
Construção Civil: -2.775
Agropecuária: +482
No setor de Serviços, as atividades relacionadas à informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foram as mais atingidas, encerrando 9,3 mil vagas com carteira assinada.

(G1)

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