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Estrada do Colono: 90% das margens se encontram em recuperação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apresentaram, em março deste ano, o Relatório de Vistoria do Parque Nacional do Iguaçu à 11ª Vara Federal de Curitiba. De acordo com os órgãos, após 14 anos desde o fechamento definitivo da Estrada do Colono, que cortava o parque, 90% da vegetação às margens da antiga rodovia está no estágio intermediário de recuperação.

Estrada do Colono
O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 para abrigar a última grande porção de mata atlântica do sul do Brasil. No entanto, em 1954, 18 km da BR 163 cortaram o parque para melhor ligar as cidades de Medianeira e Capanema, ficando este trecho conhecido como Estrada do Colono.

Assim, a partir da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, em outubro de 2007, a 11ª Vara Federal de Curitiba proferiu uma sentença para fechar definitivamente a Estrada do Colono, sem uso desde 2003. Ainda, foi determinada a realização de um Plano de Recuperação da Área Degradada.

Preservação ambiental
Amparado pela Lei nº 9.985/2000, o parque é uma unidade de conservação de proteção integral. Porém, somente nos anos 2000, com novo Plano de Manejo da área, a região onde se situava a estrada passou a ser uma Zona de Recuperação. A finalidade, então, do Plano de Manejo foi promover a reintegração da região à Zona Intangível, na qual não é possível nenhum tipo de intervenção.

Com a Estrada do Colono, o parque teve a fauna e flora alteradas, de modo que para preservá-las seu fechamento definitivo foi considerado necessário pela Justiça.

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