Paraná Extra

Ex-prefeito de Foz pega mais de 11 anos de prisão

A juíza federal Flávia Hora Mendonça de Oliveira condenou o ex-prefeito Reni Pereira a 11 anos e 4 meses de prisão e ao pagamento de multa que ultrapassa R$ 1 milhão. Inicialmente a sentença será cumprida em regime semiaberto.
É a primeira vez que o ex-prefeito é condenado no âmbito da Operação Pecúlio. As penas foram desdobradas em duas. Na primeira, Reni foi condenado por corrupção passiva e usurpação da função pública, com pena de 7 anos e 4 meses de prisão e pagamento de multa de R$ 374 mil. Na segunda, a condenação foi por fraude em licitação, com pena de 4 anos e multa de R$ 695 mil.
A denúncia contra Reni Pereira no âmbito da Operação Pecúlio foi proposta pelo Ministério Público Federal em agosto de 2016. Desde então ele tem se defendido no MPF e na Justiça Federal.
Reni chegou a ser preso durante o processo, afastado do cargo e impedido de acessar as dependências da Prefeitura. A prisão foi domiciliar e durou pouco tempo porque ele tinha foro privilegiado.
Segundo o MPF, a Operação Pecúlio foi deflagrada para desbaratar um esquema montado dentro da Prefeitura de Foz do Iguaçu que teria desviado cerca de R$ 10 milhões em recursos públicos.
As investigações resultaram no recebimento da denúncia da Procuradoria da República no Paraná pela Justiça Federal. Com a decisão, 85 pessoas passaram a responder, como rés, pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e fraude à licitação.
Quando a operação Pecúlio foi deflagrada, foram utilizados 250 policiais federais, 23 agentes da Receita Federal e 14 da Controladoria-Geral da União que cumpriram 4 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 19 conduções coercitivas e 51 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados, órgãos públicos e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa.
Em outra operação – a Nipoti – deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2016, Reni também é acusado por diversos crimes. Na época,  12 dos 15 vereadores foram presos suspeitos, entre outros, de receber uma espécie de mensalinho em troca de apoio aos projetos de interesse do então prefeito.

Deixe uma resposta