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Executivos decidem futuro incerto das Lojas Americanas


Os bilionários da Ambev, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcelo Telles, estão discutindo o futuro da operação fracassada das Lojas Americanas, e a tendência maior, até agora, é de vendê-la. O modelo é obsoleto: a empresa virou um mix de supermercado, loja de eletrônicos, loja de conveniência (Americanas Express), com dois apêndices igualmente furados: Blockbuster e B2W, que englobam os sites Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ingresso.com.

No primeiro semestre, as Lojas Americanas tiveram lucro de R$ 105 milhões, o que é pouco para o tamanho (e as dores de cabeça) da operação. Só a B2W que, no período, teve prejuízo de R$ 22 milhões, é dona de um dado alarmante: em 2007, seu valor de mercado era de R$ 13 bilhões, hoje encosta em R$ 2 bilhões.

Outros problemas

Na época de sua criação, a empresa era responsável por mais da metade do comércio eletrônico brasileiro recém surgido. Porém, enquanto este crescia, a participação da B2W reduzia-se, chegando a 30% de participação em 2010 e 25% estimado em 2011, aproximadamente. O grupo acumulou um prejuízo, nos nove primeiros meses de 2011, de R$ 60,4 milhões, ao passo que havia lucrado R$ 47,8 milhões no mesmo período do ano anterior.

Entregas

Em maio de 2011, a B2W foi proibida de vender pelo site Americanas.com no estado do Rio de Janeiro devido à quantidade de produtos não entregues. Em 10 de novembro de 2011, após multa no valor de R$ 1,7 milhão, as vendas nos sites do grupo foram suspendidas por três dias pelo Procon de São Paulo pelo mesmo motivo e por um aumento no total de reclamações de 145%.

Com informações do portal Panorama Mercantil

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