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Exportações do Brasil aos árabes cresceram 27% em julho

Embarques à região renderam US$ 1,2 bilhão no mês passado. Foi o maior resultado mensal do ano até agora.

 

São Paulo – As exportações do Brasil aos países árabes somaram US$ 1,2 bilhão em julho, um crescimento de 27,4% sobre o mesmo mês de 2018. Foi o maior desempenho mensal de 2019 até agora.

Segundo relatório do Departamento de Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, os embarques de alguns produtos apresentaram os melhores resultados para julho nos últimos dez anos. São os casos de carne bovina refrigerada, petróleo refinado, e turbo propulsores e outras turbinas a gás.

Acumulado

No acumulado de janeiro a julho, as vendas do País à região renderam US$ 7,1 bilhões, um aumento de 16,9% em relação aos sete primeiros meses do ano passado, ao passo que as exportações brasileiras como um todo recuaram 4,7% na mesma comparação.

Somados, os países árabes foram o terceiro principal destino dos produtos nacionais no período, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Carne de frango, açúcar, minério de ferro, carne bovina e milho responderam por mais de 70% dos embarques do Brasil ao Oriente Médio e Norte da África no período.

O levantamento da Câmara Árabe aponta também forte crescimento das exportações de ouro, gado em pé, turbo propulsores e outras turbinas a gás, petróleo refinado, e tubos e perfis de ferros e aço.

No caso do gado, seis dos dez maiores mercados do Brasil no mundo são árabes: Iraque, Egito, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados. O mesmo ocorre com os tubos e perfis de ferro e aço. Arábia Saudita, Emirados, Catar, Argélia, Omã e Iraque estão entre os dez principais destes produtos.

Em termos absolutos, os principais mercados da região no período foram os Emirados Árabes Unidos, com importações de US$ 1,3 bilhão; Arábia Saudita, com US$ 1,2 bilhão; e Egito, com US$ 1,02 bilhão. As vendas ao Emirados avançaram significativos 20,4% sobre os sete primeiros meses de 2018. Avançaram ainda os embarques para a Argélia, Omã, Bahrein, Iraque e Líbia.

Importações

Já as importações brasileiras de itens do Oriente Médio e Norte da África cresceram 9,4% de janeiro a julho, sobre o mesmo período de 2018, para US$ 4,2 bilhões. Como no caso das exportações, as compras externas totais do Brasil recuaram. Com isso, o bloco árabe ampliou sua participação tanto como mercado tanto como fornecedor do País.

Os maiores fornecedores do Brasil foram a Arábia Saudita e a Argélia, respondendo por 58% do total importado pelo País da região nos sete primeiros meses de 2019, segundo o relatório da Câmara Árabe.

Vale ressaltar, porém, o desempenho dos Emirados, cujas exportações ao Brasil aumentaram 168% de janeiro a julho, sobre o mesmo período do ano passado, para US$ 375,8 milhões. Marrocos e Egito também ampliaram significativamente suas vendas ao Brasil.

De acordo com o levantamento da Câmara Árabe, o fortalecimento do comércio foi acompanhado pelo aumento do número de empresas brasileiras e árabes que atuam nos negócios bilaterais, demonstrando um crescimento da “atenção que as oportunidades comerciais desencadeiam no empresariado no Brasil e nos países árabes”.

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