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Extrema pobreza cresceu 83% em sete anos no Paraná

Em sete anos, o número de paranaenses que vivem na extrema pobreza cresceu 83%. São pessoas que sobrevivem com até R$ 150 mensais. O dado consta na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento é referente a 2019 e aponta que no Paraná eram 298 mil pessoas que viviam nessas condições, o equivalente a 2,6% da população. Já em 2013, o número chegava a 163 mil ou 1,5% da população.

Se comparado os dados mais recentes com o ano anterior ao levantado, a quantidade de paranaenses na extrema pobreza registrou uma leve queda de 2,9%, passando de 307 mil pessoas nessa situação, em 2018, para 298 mil em 2019. E não foi só a extrema pobreza que cresceu. O número de pessoas vivendo na pobreza, ou seja, com até R$ 436 por mês, aumentou quase 9% em sete anos. Em 2013, eram cerca de 1,4 milhão paranaenses (13,3% da população) nessas condições e em 2019 o contingente já somava 1.574.683 (13,8%).

No cenário nacional, a extrema pobreza cresceu 27,4% em todo o país, passando de 5,1% da população, em 2013, para 6,5%, em 2019 – o número equivale a 209.415 pessoas nessas condições. Já pela linha de pobreza, o índice permaneceu praticamente o mesmo com redução de 0,2%, caindo de 24,9% para 24,7% da população, nesse período, ou seja, cerca de 199.249 brasileiros vivem com até R$ 436.

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