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Fachin nega ampliar prazo e ação contra Paulo Bernardo segue para fase final

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido da defesa do ex-ministro de Planejamento de estender o prazo para a entrega das alegações finais no processo que acusa Paulo Bernardo e a esposa, a senadora Gleisi Hoffmann, de receber um milhão de reais do esquema de corrupção na Petrobras.

O dinheiro, segundo a acusação, teria sido destinado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, a campanha de Gleisi no Senado, em 2010, pelo PT do Paraná. Em troca dos repasses ilícitos, os políticos atuariam para manter Costa do cargo. A denúncia foi recebida pela Segunda Turma do STF em setembro do ano passado e a ação caminha para a fase final.

Depois de encerradas as audiências com as testemunhas de defesa e acusação e concluídos os interrogatórios, a defesa do ex-ministro solicitou que fosse concedido um prazo em dobro para a apresentação das alegações finais. Os advogados alegaram que o caso é muito complexo e por isso seria necessário mais tempo para a elaboração do documento.

Ao negar o pedido, o ministro ressaltou que não existe previsão legal que autorize o prolongamento do prazo. Além disso, o processo tramita também por via eletrônica e advogados e membros do Ministério Público tem acesso amplo e simultâneo a todo o teor dos autos. Depois de negar o pedido, Fachin abriu vista dos autos à Procuradoria-Geral da República para a apresentação das alegações finais no prazo de quinze dias. O empresário Ernesto Kugler Rodrigues também é réu neste processo.

Ele, juntamente com Paulo Bernardo e Gleisi negam as acusações. Em interrogatório no mês de agosto, Gleisi afirmou que a ação penal contra ela na Lava Jato não passa de perseguição política, endossada pelo doleiro Alberto Youssef, que foi um dos principais delatores da operação.

Ela disse ainda que não há provas de que recebeu recursos ilícitos. Paulo Bernardo também prestou depoimento na mesma ocasião. Ele admitiu ter se reunido com Paulo Roberto Costa em mais de uma ocasião, mas negou ter solicitado qualquer vantagem indevida ou ter atuado para manter o executivo no cargo. Esse deve ser o primeiro processo da Lava Jato a ter um desfecho na Corte.

(Band)

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