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Faltam R$ 200 bi para crédito suprir necessidades das microempresas

 

Pequenas e microempresas e microempreendedores individuais (MEIs) necessitariam de R$ 472 bilhões em crédito neste ano. Mas, com base na oferta de 2019, que foi de R$ 270 bilhões, devem faltar pelo menos R$ 202 bilhões. É o que aponta estudo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Eaesp), divulgado nesta semana.

O levantamento considerou a necessidade de capital de giro das empresas, mais as perdas causadas pela quase paralisação das atividades econômicas nos últimos meses. São aproximadamente 17,3 milhões de empreendimentos nessas três categorias.

“Com menores receitas, haverá menos recebíveis que poderiam ser antecipados para financiar as atividades de curto-prazo da empresa, ou seja, para financiar a necessidade de capital de giro”, aponta o estudo. Além disso, os pesquisadores afirmam que a demanda por crédito pode ser ainda maior, a depender da duração dos efeitos da pandemia.

Segundo afirmou à RBA o economista Marco Rocha, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as novas linhas de crédito oferecidas pelo governo, além de programas de refinanciamento, somam apenas R$ 80 bilhões.

A maioria das pequenas e microempresas se queixa também das dificuldades para acessarem essas novas linhas de crédito. Um dos principais motivos é a inadimplência e a falta de garantias

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