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Fechamento de UPA gera protesto contra gestão de Greca

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba promoveram hoje (23), um ato contra o fechamento da Unidade de Pronto Atendimento do Pinheirinho. Na última sexta-feira, a prefeitura anunciou que o local vai se tornar uma unidade para atendimento de emergências psiquiátricas.

A prefeitura afirma que a mudança ocorre porque houve diminuição no volume de atendimentos no Pinheirinho após a abertura das UPAs do Tatuquara e da CIC. O Sindicato dos Servidores afirma que “não é verdade que diminuiu o movimento no Pinheirinho” e alega que o fechamento faz parte de um projeto da prefeitura de transformar todas as UPAs em Organizações Sociais a partir de janeiro do ano que vem.

Na última quarta-feira, segundo o sindicato, em reunião do Conselho Municipal de Saúde, a secretária Márcia Huçulak teria falado sobre a ampliação das Organizações Sociais na cidade, a exemplo da terceirização que foi feita na UPA da CIC.

A assessoria da Secretaria da Saúde afirma que a terceirização da UPA da CIC é vista, sim, como um “laboratório” para o restante da rede, mas garantiu que não há nenhum projeto para terceirizar os atendimentos em outros locais. Também de acordo com a prefeitura, a UPA do Pinheirinho trabalha com volume abaixo da capacidade.

Enquanto outras UPAs atendem até 450 pessoas ao dia, no último domingo cerca de 200 teriam procurado o local. A secretaria afirma que 85% dos atendimentos não eram de urgência e 10% foram levados pelo Samu, que poderia levar os pacientes para outras unidades próximas. Além disso, haveria maior demanda por atendimento psiquiátrico. A UPA fica ao lado de uma escola municipal de educação especial e do Terminal do Pinheirinho.

A UPA da CIC, primeira terceirizada da cidade, foi reaberta em agosto e ainda não há nenhuma conclusão definitiva sobre a eficiência do modelo. Segundo a prefeitura, no entanto, o número de reclamações é menor do que em outras unidades, e o tempo de espera seria mais curto. Além do não fechamento da unidade, o sindicato pede que a prefeitura esclareça o que pretende fazer com os atuais funcionários da UPA Pinheirinho. Eles são servidores públicos efetivos e não podem ser demitidos.

(Bandnews)

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