Paraná Extra

Férias à vista: como ficam os cuidados com os pets

As tão esperadas férias devem ser um período para se divertir e relaxar. Por isso, os cuidados com os animais de estimação devem ser bem planejados, tanto para os pets que vão acompanhar a família durante a viagem como para aqueles que vão permanecer na cidade.

Confira as dicas do médico veterinário e responsável técnico do HiperZoo, Adolfo Sasaki, e aproveite as férias com tranquilidade.

Preparativos para quem vai ou fica

Antes da viagem ou hospedagem em hotel é preciso consultar o veterinário de confiança e realizar um check up no animal. “Consultar o veterinário e conferir se o esquema vacinal está em dia é essencial para proteger o pet contra algumas doenças”, comenta Adolfo. A emissão de um documento para a comprovação da saúde do animal também pode ser exigido em alguns hotéis e é obrigatório para viagens de avião.

Para o veterinário, um cuidado essencial nessa época é a administração de vermífugo específico ou medicamento para a prevenção da Dirofilariose, doença causada por vermes que atacam o coração dos cães e que pode levar a óbito. Outra grave patologia que pode ser evitada é a Leishmaniose, uma infecção parasitária que ataca o sistema imunológico do animal e também pode ser fatal. “A Leishmaniose visceral canina é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos ou vice-versa, sendo o mosquito o vetor. A boa notícia é que existe uma vacina com alto índice de proteção para a doença e, por isso, os tutores podem proteger seus animais e também colaborar com a saúde pública”, alerta Sasaki. Como ambas as doenças são transmitidas por picadas de mosquitos contaminados, uma forma de aumentar a proteção é o uso de repelentes, em coleira ou spray.

A administração de vermífugos e antipulgas são ainda mais importantes antes da viagem ou estadia em hotel, pois o calor, contato com outros animais, passeios em gramados e locais de grande circulação deixam os pets mais expostos. O tutor pode escolher entre diversas opções de marcas e apresentações de antipulgas e carrapaticidas, como sprays, ampolas pour on, coleiras ou comprimidos.

O pet vai acompanhar a família?

A segurança durante o trajeto é fundamental. Os gatos devem ser transportados em caixas ou bolsas apropriadas e, os cães, em caixas de transporte ou com peitorais fixos por cinto de segurança ou em cadeirinhas, no caso de raças de pequeno porte. “O tamanho da caixa de transporte deve permitir que o animal fique em pé e dê uma volta ao redor do próprio corpo. A caixa deve ser presa ao cinto de segurança, pois em caso de acidente ou freada brusca, ela pode ser arremessada, ferindo o animal e os passageiros do veículo”, explica Sasaki.

O ideal é que o bichinho seja alimentado até três horas antes de iniciar a viagem, evitando assim que enjoe durante o trajeto. Já a temperatura no interior do veículo é outra preocupação importante, pois o calor excessivo pode causar hipertermia no animal. A recomendação para evitar a situação é fazer pequenas pausas para que o pet possa beber água, fazer suas necessidades fisiológicas e esticar as perninhas.

A mala de viagem do bichinho também precisa ser planejada. Cama, cobertas e brinquedos preferidos do animal o ajudarão a se sentir mais confortável. Medicamentos de uso contínuo, carteira de vacinação, coleira com placa de identificação, filtro solar e acessórios para passeio, além da ração, alimentos úmidos e petiscos que o animal costuma consumir devem fazer parte da bagagem. “É aconselhável se informar sobre clínicas e hospitais veterinários localizados na cidade destino. Assim, caso ocorra alguma emergência, o tutor já tem as informações em mãos”, lembra o veterinário do HiperZoo.

Os passeios ao ar livre devem ser feitos até 10h da manhã e após às 17h, evitando assim que os cães sofram os efeitos do calor excessivo, como mal-estar, hipertermia e queimaduras nas patas e pele. Antes do passeio é fundamental aplicar filtro solar no focinho, ventre e pontas das orelhas, cuidado que deve ser redobrado nos cães de pelagem e focinhos claros.

O pet não poderá acompanhar a viagem

A escolha por hotel ou contratação de pet sitter (pessoa que cuida dos animais na própria residência) depende muito da personalidade do pet. Animais mais medrosos e idosos, além de gatos, podem ficar muito estressados ao serem retirados de seu ambiente e ter sua rotina alterada. Nesses casos, o mais indicado é contratar um pet sitter. Já o hotel pode ser uma boa opção para os animais mais sociáveis e que precisam de mais exercícios.

Se a escolha for por um hotel, é preciso buscar referências e fazer uma visita antecipada para observar as instalações, o conforto, higiene do local e disponibilidade de funcionários para tratar os animais. “Se o hotel também oferecer o serviço de day care, uma boa ideia é levar o pet algumas vezes antes da estadia. Assim ele já estará familiarizado e o tutor pode aproveitar para observar a rotina de cuidados e atividades”, aconselha o veterinário. Outra dica é se informar sobre as precauções durante os horários de muito calor, segurança e conforto dos canis e verificar as atividades físicas propostas, bem como se são realizadas em grupos de cães do mesmo porte e perfil, evitando assim brigas e acidentes.

A mala do pet também deve ser planejada como em uma viagem. Além disso, é importante alertar o hotel sobre a administração de medicamentos, se necessário, e informar os contatos do veterinário e hospital de confiança. Também vale enviar uma peça de roupa do tutor, para que o pet se sinta mais calmo devido ao odor familiar.

Os animais que ficam sob cuidados de um pet sitter podem ficar mais confortáveis por não mudarem de ambiente, porém perceberão a mudança na rotina e falta da família. Por isso, é importante que a contratação do profissional responsável seja realizada com antecedência, e que seus hábitos e horários de alimentação, brincadeiras e passeios não sofram alterações.

O profissional também deve ser orientado sobre as doenças, medicações e cuidados específicos, assim como receber os contatos do veterinário e clínica aptos a atender o animal, se for preciso. Vale ainda solicitar envio de fotos e vídeos do animal nos momentos de visitação do pet sitter para acompanhamento durante o período. E lembre-se: as dicas sobre placa de identificação e roupas do tutor também ajudam a acalmar o pet nesse período de mudanças.

Deixe uma resposta