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Férias: viajantes devem verificar se carteira de vacinação está em dia

Além do check list com passagens, roteiro, passeios, hospedagens e afins, quem está de viagem marcada precisa incluir na lista de tarefas mais um item importante: verificar como está sua carteira de vacinação, com atenção especial a três vacinas: febre amarela, tríplice viral e dupla adulta (dT). As três vacinas estão disponíveis nas 110 unidades de saúde de Curitiba.

Se a sua viagem for para o exterior, a orientação número um, segundo o diretor de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, é entrar no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), neste link. Ali há a lista de países que exigem a vacina da febre amarela e o certificado internacional de vacinação da febre amarela. “Lembrando que a vacina precisa ser tomada com 10 dias de antecedência da viagem”, diz Oliveira.

No site da Anvisa, neste link, há um passo a passo sobre como emitir o certificado internacional exigido. Lembrando que antigamente, a vacina precisava de uma dose de reforço após dez anos e o certificado necessitava ser renovado. Agora, por orientação da OMS, os certificados internacionais têm validade vitalícios e o reforço da vacina de febre amarela não é mais necessário.

Agora, se a sua viagem for para um destino nacional, segundo Oliveira, a orientação é observar o mapa do Ministério da Saúde com recomendação para vacinação da febre amarela.

Tríplice viral

A preocupação com a vacina tríplice viral é especial para quem está com viagem marcada para destinos como Europa, Canadá, Estados Unidos e Venezuela, locais onde está havendo circulação do vírus do sarampo e rubéola. A tríplice viral previne contra sarampo, rubéola e caxumba.

A primeira dose da tríplice viral deve ser ministrada aos 12 meses de idade. A segunda, aos 15 meses.  A partir de cinco anos até os 29 anos de idade deverão ser administradas duas doses. De 30 a 49 anos, uma dose.

A OMS aponta que, embora eliminado no Brasil desde 2001, o sarampo é endêmico em nove países da Europa. Já a rubéola, eliminada no Brasil desde 2010, é considerada endêmica em 14 países europeus.

Já a vacina dupla bacteriana (dT) previne contra difteria e tétano. Segundo Oliveira, é preciso precaução maior contra a difteria para os viajantes com destino à Venezuela. Já o cuidado em relação ao tétano é geral. “Com a vacina dT, o tétano, ocasionado após o ferimento com algum objeto contaminado, pode ser evitado”, explica. O esquema de vacinação da dT é de reforço a cada 10 anos. Ela é indicada para pessoas acima de 7 anos.

Outros cuidados

Além da carteira de vacinação em dia, os viajantes devem também tomar outros cuidados. Neste link, no site da Anvisa, há orientações gerais sobre a saúde do viajante.

Um problema comum em viagens é a diarreia, causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Por isso, é importante precaução dobrada em relação à higiene (veja as informações mais abaixo). Além disso, é sempre importante usar preservativo nas relações sexuais, manter-se hidratado, usar protetor solar e repelente, principalmente em lugares afetados pela Malária, Dengue, Zika e Chikungunya.

 

Cuidados com a higiene:

– Lave as mãos com água e sabão frequentemente, principalmente antes de ingerir alimentos e após utilizar sanitários ou conduções públicas, visitar mercados ou locais com grande fluxo de pessoas;

– Beba água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura. Se isso não for possível, trate a água disponível com hipoclorito de sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando 30 minutos antes de consumir;

– Evite adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas;

– Assegure-se de que todo alimento esteja bem cozido, frito ou assado. Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) ou bem aquecidos (acima 60 °C).

– Evite o consumo de preparações culinárias com ovos crus, assim como frutos do mar, leite e seus derivados crus;

– Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes.

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