Paraná Extra

Fiep já vê uma leve recuperação da indústria

As vendas da indústria paranaense tiveram aumento de 6,79% em agosto em comparação com julho. Em decorrência do acréscimo, a compra por insumos também cresceu 4,88% e o nível de emprego subiu 0,17%. Os dados são de um levantamento mensal realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e mostram uma possível recuperação.

“Estamos no quarto mês de crescimento consecutivo, é um sinal bem claro de que se inicia uma recuperação da indústria. Uma retomada ainda leve, mas que a cada mês vem incorporando mais setores. Em junho, eram seis segmentos que tiveram resultados positivos, em agosto foram 8”, afirma o economista da Fiep, Roberto Zurcher.

Os setores industriais que tiveram crescimento foram: Celulose e Papel; Veículos Automotores; Material Eletrônico e de Comunicações; Metalúrgica Básica; Máquinas e Equipamentos; Produtos Químicos e Madeira.

No caso do setor de Celulose e Papel, o aumento da produção é reflexo de investimentos feitos em anos anteriores que modernizam e ampliaram o parque fabril. O segmento de veículos teve aumento de exportações puxado principalmente pelo mercado da Argentina e pela recuperação do mercado interno. “Os novos modelos produzidos no Paraná têm uma boa aceitação no mercado nacional, também movimentam a Metalúrgica que é parte da cadeia produtiva. E o setor de Máquinas e equipamentos teve uma boa reação por conta das máquinas agrícolas compradas em resultado da excelente safra”, explica Zurcher.

As vendas aumentaram especialmente entre outros Estados, com acréscimo de 14,84%, o que mostra que há uma recuperação nacional de demanda. Dentro do Paraná, as vendas tiveram um aumento de 2,69%.

Apesar da tendência de recuperação, poucas indústrias estão fazendo grandes investimentos, de acordo com o economista da Fiep. “Não há indícios fortes de investimentos das indústrias de modo geral, pois ainda há uma taxa de ociosidade elevada na indústria e é possível produzir com a capacidade que se tem, sem a necessidade de investir”, avalia ao citar que a utilização da capacidade instalada das indústrias paranaenses está em 69%, três pontos percentuais abaixo do que fora registrado em agosto de 2016.

Geração de emprego

Metade dos segmentos industriais tiveram aumento de emprego, promovendo um acréscimo de 0,17% nos postos de trabalho na indústria paranaense. Os principais avanços aconteceram em Veículos Automotores (2,65%); Metalúrgica Básica (2,12%) e em Máquinas e Equipamentos (1,97%).

Para contratações mais significativas, de acordo com Roberto, é preciso que setores que “são mais intensivos em mão-de-obra – aqueles que exigem trabalho manual – tenham mais impacto na demanda por trabalhadores, como o vestuário e o setor da madeira. Os segmentos que são mais automatizados devem demorar a contratar, com exceção do automobilístico, os demais vão voltar a abrir vagas se tiverem um nível mais elevado de vendas”, conclui.

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