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Força-tarefa da Lava Jato reage a insinuação de conselheiro do CNJ

A força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal em Curitiba reagiu ao pedido feito pelo conselheiro  Luiz Bandeira de Mello do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para que o órgão apure a “regularidade da instrução de feitos que possam ter impacto nas eleições de 2018”.

O conselheiro, que representa o Senado, sugere que teriam sido abusivas as ações realizadas pelo Ministério Público de São Paulo contra os candidatos à Presidência Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) e Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB.

Em nota oficial, a força-tarefa “rejeita a menção genérica e sem qualquer substrato fático às diligências realizadas no dia 11 de setembro e diz que “além de infundadas, demonstram seu completo desconhecimento das funções do Ministério Público”.

A nota continua considerando que o conselheiro estaria “desorientado pela prática costumeira do recesso branco do Congresso Nacional durante as campanhas eleitorais” e que por isso “parece querer estender essa nefasta prática para a Justiça, como se ela devesse dormitar e se omitir durante esse período, esquecendo-se de seus deveres constitucionais. Não bastasse a prerrogativa de foro de políticos eleitos, o representante do Senado no CNMP pretende também criar a imunidade temporal de candidatos políticos.

E conclui: “Nenhuma mordaça, rechaçada pelos brasileiros nas manifestações de rua de 2013, pode agora ser imposta por um órgão administrativo. Assim como nenhum advogado pode ser impedido de exercer plenamente a defesa de direitos de seu constituinte, o Ministério Público deve exercer sua atribuição sem amarras ou medo, pois é advogado da sociedade brasileira.”

 

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