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Fuga de dólares no Brasil em 12 meses é a maior em 20 anos

 

O Brasil registrou, no acumulado dos últimos 12 meses, o maior volume de saída de recursos em moeda norte-americana em duas décadas. O saldo negativo alcançou US$ 32,008 bilhões, o pior número desde agosto de 1999, quando o fluxo cambial ficou no vermelho em US$ 40,680 bilhões, conforme dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira.
Na semana passada, o país voltou a registrar fortes saídas de recursos, a nona consecutiva de fluxo negativo. Entre 7 e 11 de outubro, a fuga superou as entradas em US$ 3,186 bilhões, depois de uma debandada de US$ 4,083 bilhões na semana anterior.
No acumulado de nove semanas, o país perdeu, em termos líquidos, US$ 17,788 bilhões.
As saídas de dólares têm persistido em 2019, com déficit de US$ 19,829 bilhões no acumulado do ano. No mesmo período de 2018, o fluxo estava positivo em US$ 20,311 bilhões.
De acordo com fontes do mercado ouvidas pela agência Reuters, uma das razões mais comentadas para justificar as saídas de recursos é a dinâmica de pré-pagamento de dívida por empresas brasileiras a credores no exterior.
“A queda da Selic a sucessivas mínimas recordes reduziu o custo de captação de recursos no mercado local. Com isso, muitas empresas com dívidas em moeda estrangeira decidiram antecipar pagamentos dessas obrigações para se financiarem em reais. Esse movimento gera fluxo cambial negativo, o que exerce pressão de alta para o dólar”, explica uma dessas fontes

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