Paraná Extra

Governo define obras que serão feitas com devolução de recursos da Econorte

O governo estadual anunciou, hoje (21), quais obras devem ser realizadas com o dinheiro que será pago pela concessionária CCR Rodonorte, resultado de um acordo de leniência. O ajuste, firmado com a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná em razão de irregularidades admitidas pela empresa, prevê um pagamento de R$ 750 milhões até o final da concessão, em 2021.

Desse valor, R$ 350 milhões serão aplicados na redução da tarifa em 30% – que já foi iniciada, e R$ 365 milhões em obras. Outros R$ 35 milhões referentes a multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa. Serão duplicados trechos da BR-376 (num total de 28 quilômetros) e aplicadas melhorias em interseções de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

O governador Ratinho Junior explica que a escolha das obras foi feita por meio de critérios técnicos, após reuniões com integrantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Secretaria Estadual de Infraestrutura e polícias rodoviárias. Foram escolhidos trechos com índices elevados de acidentes.
Também foi levada em consideração a melhoria de mobilidade. A lista completa inclui dez obras: interseções em Campo Largo (Jardim Guarany e Cercadinho); uma interseção em Castro, no acesso a Castrolanda; uma em Piraí do Sul, melhorias em trechos da Avenida Souza Naves, em Ponta Grossa; além de outras duas interseções no município. O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, diz que o início das obras é imediato.

A conclusão deve acontecer até 2021.
Segundo o Ministério Público Federal, no acordo firmado em março deste ano, a Rodonorte reconheceu as irregularidades e se comprometeu a apresentar informações e provas relevantes sobre a participação de terceiros nos crimes, além de adotar medidas para evitar condutas similares no futuro. A empresa também tem a obrigação de implantar um programa de integridade, ética e transparência, com relatórios anuais ao MPF. Por um prazo de 32 meses, a empresa será fiscalizada por profissionais especializados e sob supervisão do MPF.

De acordo com as investigações, a Rodonorte era uma das concessionárias de pedágio atuantes no Paraná que participava de esquema de pagamento de propinas. Os recursos eram destinados a campanhas políticas ou em benefício de agentes públicos. Em troca, eram realizados aditivos contratuais nas concessões.

Deixe uma resposta