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Governo não tem estrutura para fiscalizar postos; Richa promete investigar

O governo não tem estrutura policial suficiente para fiscalizar todos os postos de gasolina. Em Curitiba existem 20 policiais na Delegacia de Estelionato para efetuar a fiscalização de 350 postos no perímetro urbano e mais 200 nos municípios da Região Metropolitana. Outrso organismos envolvidos com a fiscalização, como a ANP – Agência Nacional do Petróleo e o IPEM – Instituto de Pesos e Medidas também não possuem estrutura suficiente para fiscalizar possíveis adulterações nas bombas de combustíveisa, como as denunciadas pelo programa “Fantástico”.

Por outro lado, hoje (9) pela manhã, o gerente de um dos postos da capital que apresentou a maior diferença na quantidade de combustível na resportagem apresentada pela Rede Globo, prestou depoimento na delegacia de estelionato. Segundo a denúncia, neste posto, os clientes pagavam por 20 litros de gasolina e recebiam pouco mais de 18. Outros postos de Curitiba e Região Metropolitana também foram vistoriados. Ao serem questionados sobre quem seria Cléber Salazar, os frentistas de um posto em Pinhais afirmaram que ele prestava manutenção nas bombas.

 

Cléber Salazar, que apareceu na denúncia como sendo o responsável pela instalação de placas que fraudam as bombas, a R$ 5 mil cada, está cadastrado no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), apesar de ser suspeito de ter praticado o ato ilícito.

 

Por outro lado,o governador Beto Richa (PSDB) afirmou que vai mandar investigar se existe participação de funcionários públicos estaduais no golpe de adulteração. “Sendo confirmado, o funcionário será demitido sumariamente”, disse o governador. Salazar garantiu que tinha a cobertura oficial para suas ações e que era visado antes de quando aconteceria a fiscalização.

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