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Governo quer privatizar áreas de conservação ambiental

Projeto elaborado pelo governo estadual prevê a concessão, total ou parcial, de unidades de conservação ambiental no Paraná para empresas privadas. As áreas concedidas serão aquelas destinadas ao público, como parques ambientais já existentes ou que venham a ser instalados no estado.

De acordo com a justificativa do governo, os parques têm como característica principal a visitação, promovendo consciência ambiental e noções de conservação da natureza.

Para o professor de agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Carlos Hugo Rocha, a privatização pode ser positiva para os espaços de conservação da biodiversidade.
Conforme o texto, as concessões devem passar por licitação e precisam atender uma lei federal que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

Para o especialista, o contrato precisa ser bem ajustado para evitar que as empresas cuidem apenas do local onde tem retorno financeiro com o turismo e esqueça do restante da área de concessão. Além disso, Rocha acredita que é necessário ter uma participação ativa da comunidade.
Atualmente, o turismo sustentável nesses locais acontece sob gestão do Instituto Ambiental do Paraná. Uma das justificativas do Governo para privatização é a falta de orçamento para gerir todos os espaços existentes no Estado.

Na última semana, tiveram início os estudos técnico e jurídico para a concessão do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa.

O IAP vai continuar o órgão administrador e responsável pela política pública do local e por monitorar se a gestão está obedecendo o plano de manejo.

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