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Greca recorreu à justiça para fazer Ibope abrir pesquisa sobre sucessão

O ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato Rafael Greca (PMDB) informa que o PMDB-Curitiba pediu o juízo da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba para ordenar ao Ibope a fornecer o acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da pesquisa eleitoral veiculada na última segunda-feira (9) na capital paranaense. A ordem judicial, segundo Greca, foi concedida pelo juiz Marcelo Wallbach Silva, na sexta-feira (13).

Mesmo de posse do mandado, o advogado do PMDB,Marcelo W. Marcengo, ao chegar na sede da empresa de pesquisa, teve o acesso negado ao sistema de análise eleitoral. Segundo informou Rafael Greca, sob a argumentação de que as pesquisas só ficam armazenadas na sede da multinacional, a advogada do Ibope, em São Paulo, Natalia Lima de Santana frisou que, por “questão se segurança”, tais pesquisas não ficam arquivadas fora das instalações da empresa na Capital paulista.

“Como é possível uma pesquisa eleitoral ou pré-eleitoral não permanecer na praça onde ela foi realizada. Isso é inadmissível e, no mínimo, contraditório ao senso de democracia e de respeitabilidade ao cidadão, aos eleitores e aos partidos políticos”, disse Rafael Greca. E completou: “O que o Ibope quer esconder?”.

Infração

Para o advogado do PMDB, Marcelo W. Marcengo, o caso trata de clara infração do art. 14 da resolução 23.364/2011 do TSE, que determina que as empresas de pesquisa devem deixar disponíveis tais dados, para a fiscalização pelos partidos políticos.

Marcengo explica ainda que ao não armazenar a pesquisa na praça onde ela foi conduzida, o processo de análise da pesquisa torna-se dificultoso, além de retardar ou até mesmo impossibilitar a conferência dos dados.

Vale lembrar que dificultar ou retardar a fiscalização por parte dos partidos, diz o advogado do PMDB, constitui crime punível até com pena de detenção de seis meses a um ano, e multa que pode chegar a quase 22 mil reais.

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