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Greca veta aumento a servidor em 2.017; proposta de sindicatos era de 10%

O prefeito Rafael Greca, de Curitiba, não vai dar reajuste aos salários dos servidores municipais neste ano, segundo informação repassada aos sindicatos nesta manhã (30). A data-base do reajuste era no fim do mês de março, mas um dos projetos aprovados na Câmara Municipal determinou que a data da revisão geral anual da remuneração dos servidores municipais seria no dia 31 de outubro.

O argumento é de que diante da queda nas receitas, o município não tem recursos para conceder o aumento. Os representantes da prefeitura ainda afirmaram que há estudos sendo feitos pela equipe do Executivo e que, nos próximos dias, podem convocar os representantes dos sindicatos para nova rodada de negociações.

Os servidores pediram 10% de reajuste, sendo 6,39% referente à inflação e 3,61% de aumento real. Reivindicam também um abono de 38% do salário a ser apenas em novembro, como forma de compensar as perdas acumuladas de março a outubro de 2017, devido à alteração da data-base, segundo os sindicatos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos informou que a Prefeitura não tem um posicionamento fechado sobre a questão do reajuste do funcionalismo e que mantém o diálogo aberto. O município busca atender a demanda dos servidores, sem desrespeitar a Lei  municipal 101/2017, que trata da responsabilidade fiscal do município.

Segundo o secretário municipal de Recursos Humanos, Heraldo Neves, o diálogo não foi encerrado, mas a discussão será feita dentro da realidade fiscal do município. Neves reforça que a Prefeitura tem tido boa disposição em quitar pendências com o funcionalismo, tais como dívidas passadas que não foram pagas entre o período de 2012 a 2016.

Afirma que neste semestre, a Prefeitura está pagando R$ 67 milhões de repasses atrasados aos servidores públicos em atividade, pensionistas e aposentados. As pendências incluem pagamento de indenizações de licenças-prêmio não usufruídas, além de processos referentes a diferença de férias, horas extras, crescimento de carreira, Regime Integral de Trabalho (RIT) e descansos remunerados.

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