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InflaA�A?o de Curitiba fecha acima da mA�dia nacional

A inflaA�A?o oficial de Curitiba, medida pelo A?ndice Nacional e PreA�os ao Consumidor Amplo (IPCA) regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatA�stica (IBGE), foi de 3,42% em 2017. O porcentual A� 1,01 ponto porcentual abaixo do A�ndice de 2016, que foi de 4,43%. O A�ndice em Curitiba A� maior do que a evoluA�A?o mA�dia dos preA�os no PaA�s apontados pelo IPCA que fechou o ano em 2,95%, segundo as informaA�A�es divulgadas nesta quarta-feira, 10.

Assim, o IPCA do Brasil acumulado em 2017 foi 2,95% e ficou 3,34 p.p. abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). O IPCA mede a evoluA�A?o dos preA�os para as famA�lias que ganham de 1 a 40 salA?rios mA�nimos.

ApA?s recuar de 0,42% em outubro para 0,28% em novembro, o IPCA do PaA�s voltou a subir em dezembro e foi para 0,44%, sob influA?ncia, principalmente, da aceleraA�A?o na taxa dos grupos AlimentaA�A?o e Bebidas (de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro) e Transportes (de 0,52% para 1,23%).

No grupo dos alimentos, apA?s sete meses consecutivos de variaA�A?o negativa, a mudanA�a de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se A� alimentaA�A?o consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caA�do de preA�os, como o feijA?o-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, tambA�m importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressA?o contrA?ria, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pA?o francA?s (0,67%).

A alimentaA�A?o consumida fora de casa tambA�m acelerou de novembro para dezembro, com os preA�os subindo, em mA�dia, 0,74%. Veja a seguir as principais altas e quedas no grupo dos alimentos.

JA? os principais impactos individuais no A�ndice do mA?s, ambos de 0,09 p.p., foram exercidos pelas passagens aA�reas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preA�o do litro ficou, em mA�dia, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18 p.p., estes dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro.

Eles tambA�m foram os principais responsA?veis para que o grupo Transportes (1,23%) apresentasse a maior alta no mA?s, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol, com impacto de 0,04 p.p. Na gasolina, observa-se que o aumento A� reflexo dos reajustes concedidos durante o perA�odo de coleta do A�ndice, que montam de 2,05%.

No grupo VestuA?rio (0,84%), os destaques ficaram com os itens roupa masculina (1,27%), roupa infantil (1,05%), roupa feminina (0,71%) e calA�ados (0,69%).

Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saA?de (1,06%), empregado domA�stico (0,52%) e eletrodomA�sticos (0,36%).

Por outro lado, o principal impacto para baixo foi exercido pela energia elA�trica (-0,12 p.p.), do grupo HabitaA�A?o (-0,40%), jA? que as contas ficaram 3,09% mais baratas. Isto devido A� volta, a partir de 1A? de dezembro, da bandeira tarifA?ria vermelha patamar 1, com custo adicional nas tarifas de R$ 0,03 por cada kwh consumido, em substituiA�A?o A� vermelha patamar 2, que implicava em um custo adicional de R$ 0,05 por cada kwh. Cabe destacar o reajuste de 29,60% em uma das concessionA?rias de energia de Porto Alegre, em vigor desde 21 de dezembro.

Ainda no grupo HabitaA�A?o, porA�m no lado das altas, destacam-se os itens taxa de A?gua e esgoto (1,19%) e gA?s de botijA?o (1,09%). O primeiro se deve aos reajustes de 7,89%, 5,25% e 8,43%, respectivamente, nas tarifas de SA?o Paulo, em vigor desde 10 de novembro; Rio de Janeiro, a partir de 27 de novembro; e BelA�m, desde 12 de dezembro. A variaA�A?o no gA?s de botijA?o reflete o reajuste mA�dio de 8,90% no preA�o do gA?s de cozinha vendido em botijA�es de 13 kg, autorizado pela PetrobrA?s nas refinarias a partir de 5 de dezembro.

Sobre os A�ndices regionais, o mais elevado foi o da regiA?o metropolitana de SA?o Paulo (0,62%), onde os preA�os da refeiA�A?o fora tiveram alta de 1,75%, com impacto de 0,10 p.p. As altas de 23,23% nas passagens aA�reas, 5,26% no etanol e 2,39% na gasolina tambA�m pressionaram o resultado do mA?s na regiA?o. BelA�m (-0,18%) apresentou o A�ndice mais baixo, em funA�A?o da queda de 6,05% na energia elA�trica.

Ficando atrA?s apenas do grupo EducaA�A?o (7,11%), onde os cursos regulares (8,37%) se destacaram, o grupo HabitaA�A?o (6,26%) apresentou a segunda maior variaA�A?o, sendo responsA?vel, porA�m, pelo maior impacto de grupo (0,95 p.p). As principais influA?ncias vieram de itens importantes na despesa das famA�lias, como o gA?s de botijA?o (16,00% e 0,19 p.p.), a taxa de A?gua e esgoto (10,52% e 0,17 p.p.) e a energia elA�trica (10,35% e 0,35 p.p.).

Durante o ano de 2017, a PetrobrA?s autorizou reajuste, nas refinarias, de 84,31% no preA�o do gA?s de cozinha vendido em botijA�es de 13kg. As regiA�es pesquisadas variaram de 5,28% em Curitiba a 33,52% em Recife. JA? a taxa de A?gua e esgoto (10,52%) ficou entre 3,09% em BrasA�lia e 22,96% em BelA�m. Nesta A?ltima, alA�m do reajuste mA�dio de 17,50% ocorrido em junho, a partir de 12 de dezembro passou a vigorar um complemento ao reajuste anterior, da ordem de 8,43%.

A energia elA�trica (10,35%) variou entre -0,33% em Campo Grande e 30,54% em GoiA?nia. Na primeira, houve reduA�A?o de -1,92% nas tarifas. Em GoiA?nia, por sua vez, houve aumento de 15,70%. Cabe ressaltar o desconto, de atA� 19,50%, aplicado sobre as contas de energia elA�trica, em abril, por decisA?o da AgA?ncia Nacional de Energia ElA�trica (Aneel), de modo a compensar os consumidores pela cobranA�a indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER), voltado a remunerar a usina de Angra III. AlA�m disso, ao longo do ano, entraram em vigor as bandeiras tarifA?rias, acarretando em cobranA�a adicional, conforme apresentado na tabela abaixo.

SaA?de e Cuidados Pessoais fechou o ano com variaA�A?o de 6,52%. Neste grupo, a pressA?o veio dos planos de saA?de (13,53%) e dos remA�dios (4,44%). Estes itens sA?o despesas importantes no orA�amento do consumidor, com peso de 3,88% e 3,47%, respectivamente. A AgA?ncia Nacional de SaA?de a�� ANS concedeu, em 2017, reajuste de atA� 13,55% para os planos de saA?de. Nos remA�dios, o reajuste mA?ximo autorizado pela CA?mara de RegulaA�A?o do Mercado de Medicamentos a�� CMED foi de 4,76%.

Nos Transportes (4,10%), que detA?m 18% do IPCA, peso superado apenas pelos alimentos, os destaques foram: gasolina (10,32%), A?nibus intermunicipal (6,84%), emplacamento e licenA�a (4,29%), A?nibus urbano (4,04%), conserto de automA?vel (2,66%).

A respeito da gasolina, estA? em vigor, desde 03 de julho de 2017, a polA�tica de preA�os da PetrobrA?s que permite que a A?rea tA�cnica de marketing e comercializaA�A?o reajuste, na refinaria, os preA�os dos combustA�veis, visando acompanhar a taxa de cA?mbio e as cotaA�A�es internacionais de petrA?leo e derivados. Considerando-se a data de 03 de julho, atA� o dia 28 de dezembro (final da coleta do IPCA de dezembro), foram concedidos 115 reajustes nos preA�os da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento. Ainda em julho, houve reajuste na alA�quota do PIS/COFINS dos combustA�veis. Na gasolina, a alA�quota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.

AlA�m dos grupos anteriores, Despesas Pessoais (4,39%), onde sobressai o item empregado domA�stico (6,47%); VestuA?rio (2,88%), com destaque para os calA�ados (4,01%), e ComunicaA�A?o (1,76%), com variaA�A?o de 6,04% no telefone celular, terminaram o ano com taxa positiva. Por outro lado, os Artigos de ResidA?ncia (-1,48%) contribuA�ram na contenA�A?o da taxa do ano, destacando-se os itens Tv, som e informA?ticaA� (-6,50%) e eletrodomA�sticos (-2,65%).

Dentre os A�ndices regionais, GoiA?nia e BrasA�lia apresentaram a maior variaA�A?o, ambas de 3,76%. Em GoiA?nia, o destaque foi a energia elA�trica, que subiu 30,54%, e a gasolina, com alta de 15,28%. JA? em BrasA�lia, os destaques foram a gasolina e o A?nibus urbano, cujas altas foram, respectivamente, 17,86% e 25,00%. O A�ndice mais baixo foi o de BelA�m (1,14%), onde as quedas do feijA?o-carioca (-46,21%) e do aA�A?car cristal (-35,62%) ajudaram a conter a taxa.

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